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	<title>Ciência e Notícia &#187; Ciência e Tecnologia de Alimentos</title>
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		<title>Pesquisa com os frutos da região do Pantanal dá origem a livro de receitas</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 15:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ocimar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e Tecnologia de Alimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Livro de receitas com ingredientes do pantanal e do cerrado sul-mato-grossense.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/2-Claudia.jpg"></a></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong><strong><em>Por Cláudia Camargo</em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><em> </em></strong>“Sabores do Cerrado” é o livro resultante de um projeto nascido em 2005 com o objetivo de potencializar o uso dos frutos típicos da região pantaneira nas comunidades de assentamentos, e que foi lançado em julho desse ano. O trabalho desenvolvido pelos departamentos de biologia e tecnologia de alimentos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul deu origem ao livro de receitas que têm os frutos nativos do pantanal como principal ingrediente. O projeto também se estendeu à área econômica pois as comunidades assentadas aprenderam como usar os alimentos nativos da região para gerar renda.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/2-Claudia.jpg"><img title="Pratos diferentes" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/2-Claudia-225x300.jpg" alt="O cerrado e o pantanal em receitas deliciosas" width="212" height="292" /></a></strong></p>
<p style="text-align: left;">O trabalho se iniciou com pesquisas que levantaram os frutos típicos da região pantaneira. Depois de mapeados, a equipe do projeto foi a campo colher estes frutos e apresentá-los para as quatro comunidades de assentamento escolhidas para a execução do projeto: Andalucia, na região da cidade de Nioaque, Porto da Manga, às margens do rio Paraguai, Amolar e São Lourenço na cidade de Corumbá.</p>
<p style="text-align: left;">A proposta nessas comunidades era de que os moradores começassem a colher os frutos nativos da região e os comercializassem, além de acrescentá-los na alimentação dos próprios moradores. Para isso, o departamento de Tecnologia de Alimentos ensinou aos assentados como manusear corretamente os alimentos, com uso da touca, máscara, luva, além da forma correta de lavar, conservar e embalar cada um dos alimentos. Foram confeccionados rótulos com as especificações de cada fruto, de acordo com as normas da vigilância sanitária.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mudança de hábito</strong></p>
<p style="text-align: left;">O trabalho de campo durou dois anos e nesse tempo foi ensinado às comunidades assentadas como tratar os frutos para a comercialização, além de receitas que tinham os frutos nativos como ingredientes principais. Para o professor de biologia e coordenador do projeto, Geraldo Damasceno, introduzir os ingredientes naturais na alimentação das pessoas, foi o mais difícil, “fazer com que elas mudassem o hábito que trazem desde criança foi o maior obstáculo. Não é fácil introduzir na rotina alimentos que nunca haviam sido experimentados. Há pessoas que são mais abertas, outras se negavam até a provar. Como o gosto dos frutos não é conhecido pelo paladar, temos que fazer uma transformação não só psicológica mais fisiológica para substituí-los por ingredientes que nos são comuns”.</p>
<div id="attachment_1744" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/1-Claudia.jpg"><img class="size-medium wp-image-1744" title="Arroz Pantaneiro" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/1-Claudia-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Nativo da região, o Arroz Pantanal passou a ser cultivado pelas comunidades ribeirinhas depois das oficinas do projeto &quot;Sabores do Cerrado&quot; </p></div>
<p style="text-align: left;">O projeto foi concluído, mas ainda hoje alguns dos pesquisadores vão até estas comunidades incentivar o colheita e comercialização dos frutos, que funciona como uma alternativa de renda. O projeto deu origem ao livro onde constam 79 receitas com 40 frutos diferentes. O lançamento, no mês de julho, teve, além do livro, cartilhas de alfabetização que valorizam a região do pantanal.</p>
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		<title>Do laboratório para a mesa</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 10:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e Tecnologia de Alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
		<category><![CDATA[Bayer]]></category>
		<category><![CDATA[transgênicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois da soja e do milho, agora é a vez do plantio do arroz transgênico ir para aprovação na CTNBio



Bruno Grubertt
A liberação do plantio do arroz transgênico LL62, com tecnologia Liberty Lynk desenvolvido pela multinacional alemã Bayer, é alvo de polêmica e ainda não foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Depois da soja e do milho, agora é a vez do plantio do arroz transgênico ir para aprovação na CTNBio</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1066" title="DWF15-1102924" src="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Não-há-pesquisas-suficientes-que-determinem-a-segurança-do-consumo-de-arroz-transgênico.jpg" alt="DWF15-1102924" width="640" height="426" /></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><strong>Bruno Grubertt</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A liberação do plantio do arroz transgênico LL62, com tecnologia Liberty Lynk desenvolvido pela multinacional alemã Bayer, é alvo de polêmica e ainda não foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A primeira vez em que a pauta foi discutida pela Comissão foi em março e, de acordo com o presidente da CNTBio, Walter Colli, a retomada da polêmica deve demorar, já que existe um grande número de manifestações contra a aprovação.</p>
<p style="text-align: justify;">Organizações ambientalistas e de defesa do consumidor são contrárias à liberação, por defenderem que não há pesquisas suficientes para determinar se o consumo do arroz geneticamente modificado afetaria ou não a saúde humana. Depois da liberação do plantio e comercialização da soja e do milho transgênicos, que aconteceram respectivamente em 2003 e 2008, o arroz é o que mais tem gerado polêmica por ser um dos grãos mais consumidos pela população.</p>
<p style="text-align: justify;">A variedade LL62 de arroz é resistente ao herbicida Glufosinato de Amônio, que controla pragas daninhas nas plantações. O receio de entidades ligadas à produção é de que o grão modificado “contamine” as lavouras com sua resistência.</p>
<p style="text-align: justify;">Flávio Breseghello, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão localizada em Goiânia, afirma que o gene do arroz da Bayer causaria “problemas agronômicos ainda maiores ao país” em caso de liberação neste momento.  “O arroz vermelho transgênico se tornará dominante com esse herbicida [glufosinato] e pode atingir espécies de arroz silvestre do Brasil”, disse Breseghello. “Será impossível retirar esse gene do mercado após o plantio. Não há possibilidade de “recall” dessa tecnologia”.</p>
<p style="text-align: justify;">Economia</p>
<p style="text-align: justify;">O mercado consumidor da maioria dos países rejeita o consumo de alimentos geneticamente modificados, o que pode prejudicar a exportação. Somente os Estados Unidos liberaram a comercialização do arroz transgênico, mas após um caso de contaminação de outras lavouras devido a um “vazamento” da plantação de testes da Bayer, os produtores estão cautelosos e se negam a adquirir as sementes da variedade de arroz modificado.</p>
<p style="text-align: justify;">As principais empresas que comercializam o cereal no Brasil – Camil, Yoki e Josapar (empresa responsável pela marca Tio João) –, declararam em cartas publicadas no site do Greenpeace  que não compram ou vendem em nenhuma hipótese arroz geneticamente modificado, bem como não financiam pesquisas ou eventos relacionados a Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). As três brasileiras e outras empresas de diversos países declaram acreditar que o consumidor não está seguro com relação à biotecnologia utilizada no arroz.</p>
<p style="text-align: justify;">O vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, afirma que, apesar da adoção de produção de transgênicos estar em contínuo aumento, ela é apenas uma ferramenta a mais para auxiliar na produtividade do agricultor. “É preciso conhecer. Não dá pra generalizar e dizer se é bom ou ruim, que um é melhor que o outro. Mas [a transgenia] é uma realidade na agricultura mundial que pode reduzir o custo, a agressão ao meio ambiente e o uso de defensivos”, ressalta.</p>
<p style="text-align: justify;">O gerente de tecnologia da Bayer, André Abreu, defende os benefícios econômicos e ambientais da variedade transgênica. Segundo ele, o arroz LL62 reduz os resíduos no solo e não contamina a água usada para irrigar o arroz. “Seria um grande avanço para usar em áreas irrigadas pela degradabilidade  do produto”, disse. “Mas só vamos disponibilizar quando os produtores acharem importante”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Posicionamento</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da CTNBio exigir das empresas que pleiteiam liberação de um novo evento um projeto de pesquisa indicando se o cultivo é prejudicial ou não à saúde do consumidor e ao meio ambiente, entidades de defesa do consumidor questionam até que ponto a Bayer tem se preocupado com os efeitos do arroz transgênico na saúde do consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">O herbicida glufosinato de amônio é uma substância nociva ao organismo humano e, apesar da necessidade, não há relatórios que determinem o grau de toxicidade da planta ou da semente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Andréa Salazar, representante do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), as informações apresentadas pela Bayer são insuficientes. “Fica evidente a deficiência e a precariedade das informações apresentadas pelas empresas quando entram com pedido de liberação; há um espectro de avaliação de risco muito limitado, tanto no aspecto da saúde como de meio ambiente”, pontua Salazar.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Denis Lima, gerente de regulamentação da Bayer, e com informações de relatórios presentes no site da AG Bios Company, empresa norte-americana responsável pela análise de organismos geneticamente modificados, o arroz da Bayer não tem efeitos alergênicos e nenhum risco de intoxicação alimentar. Foram realizados testes com a proteína PAT, que foi inserida no evento LLRice62, e não houve alterações nas simulações da digestão humana e na alimentação de animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Malefícios aos humanos</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, o questionamento feito pelo Greenpeace sobre os efeitos na saúde humana não é somente com relação à proteína adicionada ao arroz, mas também ao possível aumento da utilização de herbicidas nas lavouras, o que seria mais prejudical à saúde humana.</p>
<p style="text-align: justify;">O Glufosinato de Amônio pode ser responsável por alterações no sistema nervoso, tremores, convulsões e reações alérgicas, além da permanência residual da substância no fígado, rins e no leite dos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o site do Greenpeace, estudos independentes mostram ainda que o glufosinato de amônio causa a morte de células nervosas do cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os pesquisadores Rubens Onofre Nodari e Miguel Pedro Guerra, do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Catarina, os genes de resistência a antibióticos utilizados nos OGM’s oferecem risco à saúde, por haver a possibilidade de contaminação.</p>
<p style="text-align: justify;">Em artigo publicado na Revista de Nutrição, disponível no site da Scielo Brasil, os pesquisadores afirmam que “os genes de resistência a antibióticos inseridos em plantas transgênicas poderão ser transferidos para bactérias humanas, constituindo-se um risco a ser considerado”. Por isso, defendem que devem ser feitos estudos toxicológicos e nutricionais de longa duração, que não foram realizados em nenhum outro país. O objetivo seria evitar conseqüências danosas no caso da aprovação apressada de um produto.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Nodari e Guerra, como o gene alterado confere novas características pouco avaliadas quanto ao seus impactos, “ainda não foi gerada uma base de conhecimento suficiente e adequado para abordar corretamente o assunto. Contudo, existe a experiência com os agroquímicos liberados a partir da Segunda Guerra Mundial para uso sem a realização de testes adequados: só posteriormente alguns dos efeitos nefastos causados por eles seriam conhecidos”.</p>
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