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	<title>Ciência e Notícia &#187; Ciências Agrárias</title>
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		<title>Pesquisa com os frutos da região do Pantanal dá origem a livro de receitas</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 15:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ocimar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e Tecnologia de Alimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Livro de receitas com ingredientes do pantanal e do cerrado sul-mato-grossense.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/2-Claudia.jpg"></a></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong><strong><em>Por Cláudia Camargo</em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><em> </em></strong>“Sabores do Cerrado” é o livro resultante de um projeto nascido em 2005 com o objetivo de potencializar o uso dos frutos típicos da região pantaneira nas comunidades de assentamentos, e que foi lançado em julho desse ano. O trabalho desenvolvido pelos departamentos de biologia e tecnologia de alimentos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul deu origem ao livro de receitas que têm os frutos nativos do pantanal como principal ingrediente. O projeto também se estendeu à área econômica pois as comunidades assentadas aprenderam como usar os alimentos nativos da região para gerar renda.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/2-Claudia.jpg"><img title="Pratos diferentes" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/2-Claudia-225x300.jpg" alt="O cerrado e o pantanal em receitas deliciosas" width="212" height="292" /></a></strong></p>
<p style="text-align: left;">O trabalho se iniciou com pesquisas que levantaram os frutos típicos da região pantaneira. Depois de mapeados, a equipe do projeto foi a campo colher estes frutos e apresentá-los para as quatro comunidades de assentamento escolhidas para a execução do projeto: Andalucia, na região da cidade de Nioaque, Porto da Manga, às margens do rio Paraguai, Amolar e São Lourenço na cidade de Corumbá.</p>
<p style="text-align: left;">A proposta nessas comunidades era de que os moradores começassem a colher os frutos nativos da região e os comercializassem, além de acrescentá-los na alimentação dos próprios moradores. Para isso, o departamento de Tecnologia de Alimentos ensinou aos assentados como manusear corretamente os alimentos, com uso da touca, máscara, luva, além da forma correta de lavar, conservar e embalar cada um dos alimentos. Foram confeccionados rótulos com as especificações de cada fruto, de acordo com as normas da vigilância sanitária.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mudança de hábito</strong></p>
<p style="text-align: left;">O trabalho de campo durou dois anos e nesse tempo foi ensinado às comunidades assentadas como tratar os frutos para a comercialização, além de receitas que tinham os frutos nativos como ingredientes principais. Para o professor de biologia e coordenador do projeto, Geraldo Damasceno, introduzir os ingredientes naturais na alimentação das pessoas, foi o mais difícil, “fazer com que elas mudassem o hábito que trazem desde criança foi o maior obstáculo. Não é fácil introduzir na rotina alimentos que nunca haviam sido experimentados. Há pessoas que são mais abertas, outras se negavam até a provar. Como o gosto dos frutos não é conhecido pelo paladar, temos que fazer uma transformação não só psicológica mais fisiológica para substituí-los por ingredientes que nos são comuns”.</p>
<div id="attachment_1744" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/1-Claudia.jpg"><img class="size-medium wp-image-1744" title="Arroz Pantaneiro" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2011/09/1-Claudia-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Nativo da região, o Arroz Pantanal passou a ser cultivado pelas comunidades ribeirinhas depois das oficinas do projeto &quot;Sabores do Cerrado&quot; </p></div>
<p style="text-align: left;">O projeto foi concluído, mas ainda hoje alguns dos pesquisadores vão até estas comunidades incentivar o colheita e comercialização dos frutos, que funciona como uma alternativa de renda. O projeto deu origem ao livro onde constam 79 receitas com 40 frutos diferentes. O lançamento, no mês de julho, teve, além do livro, cartilhas de alfabetização que valorizam a região do pantanal.</p>
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		<title>Biocombustível: uma alternativa renovável</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 07:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[álcool etílico]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustível]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[biogás]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[etanol]]></category>

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		<description><![CDATA[

Cultivo de novas matérias-primas para a produção de biocombustíveis pode ser o carro chefe da economia no Estado
 
Luisa Mas


Para os que pensam que o biocombustível só tem a ver com a cana-de-açúcar, é importante saber desde já que o poder dessa energia vai muito além do etanol. Essas alternativas renováveis são fontes derivadas de produtos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--  /* Font Definitions */ @font-face 	{font-family:"Book Antiqua"; 	panose-1:2 4 6 2 5 3 5 3 3 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:"Lucida Sans Unicode"; 	panose-1:2 11 6 2 3 5 4 2 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-2147476737 14699 0 0 191 0;}  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	color:windowtext;} h1 	{mso-style-next:Normal; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	page-break-after:avoid; 	mso-outline-level:1; 	font-size:11.0pt; 	font-family:Arial; 	color:windowtext; 	mso-font-kerning:0pt; 	font-weight:bold; 	font-style:italic; 	mso-bidi-font-style:normal;} p.MsoFooter, li.MsoFooter, div.MsoFooter 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	tab-stops:center 220.95pt right 441.9pt; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	color:windowtext;} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText 	{margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:18.0pt; 	margin-left:0cm; 	text-align:justify; 	line-height:150%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	mso-hyphenate:none; 	text-autospace:ideograph-numeric; 	font-size:12.0pt; 	mso-bidi-font-size:10.0pt; 	font-family:"Book Antiqua"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	color:windowtext; 	mso-fareast-language:AR-SA;} a:link, span.MsoHyperlink 	{color:blue; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{color:purple; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} p 	{margin-right:0cm; 	mso-margin-top-alt:auto; 	mso-margin-bottom-alt:auto; 	margin-left:0cm; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	color:black;} p.Contedodatabela, li.Contedodatabela, div.Contedodatabela 	{mso-style-name:"Conteúdo da tabela"; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:no-line-numbers; 	mso-hyphenate:none; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Lucida Sans Unicode"; 	color:windowtext;} p.western, li.western, div.western 	{mso-style-name:western; 	margin-right:0cm; 	mso-margin-top-alt:auto; 	margin-bottom:5.95pt; 	margin-left:0cm; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	color:windowtext;} p.ecmsolistparagraph, li.ecmsolistparagraph, div.ecmsolistparagraph 	{mso-style-name:ec_msolistparagraph; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:16.2pt; 	margin-left:0cm; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	color:windowtext;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><em><span style="font-family: Arial;"><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/11/biocomb.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1626" title="biocomb" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/11/biocomb-300x218.jpg" alt="" width="182" height="141" /></a></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><em><span style="font-family: Arial;">Cultivo de novas matérias-primas para a produção de biocombustíveis pode ser o carro chefe da economia no Estado</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"><strong>Luisa Mas</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Para os que pensam que o biocombustível só tem a ver com a cana-de-açúcar, é importante saber desde já que o poder dessa energia vai muito além do etanol. Essas alternativas renováveis são fontes derivadas de produtos agrícolas como plantas oleaginosas, biomassa florestal e outras fontes de matérias orgânicas como a mamona e a soja, relacionadas ao biodiesel. Podem ser também o resultado da fermentação do lixo, desenvolvendo o biogás. A verdade é que todo biocombustível é proveniente da biomassa, que é toda a energia que o ser vivo possui dentro de si.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Todos esses materiais biológicos &#8211; e até a fruta que se come &#8211; têm capacidade de gerar energia quando estão em combustão. Além de todas essas vantagens, os biocombustíveis são menos poluentes e biodegradáveis. A sua queima de carbono é neutra, ou seja, o que é lançado na atmosfera é a mesma quantidade que foi tirada pela planta no seu crescimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Mas para o superintendente de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia de MS e Professor Adjunto Departamento de Engenharia Elétrica</span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"> </span></strong><span style="font-family: Arial;">da UFMS</span><strong><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;">,</span></strong><span style="font-family: Arial;"> João Onofre Pereira Pinto, as vantagens dessa alternativa não são boas só para a sociedade e o meio ambiente. “São boas também para o bolso de alguns empresários”, defende. João Onofre acredita que o assunto está sendo tratado com factualidade por envolver também questões econômicas. Para ele, quando se fala em energia, todos os assuntos estão relacionados a dinheiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">No Brasil</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O primeiro biocombustível desenvolvido no país foi o etanol. Desde os anos 70, o álcool etílico é utilizado como combustível. A produção é feita através da fermentação de plantas, que podem ser várias, como a cana-de-açúcar, que é utilizada mais no Brasil, o milho, recorde nos Estados Unidos, e a beterraba, comum na França. Mas a garantia de eficiência está com a cana-de-açúcar, que joga em torno de 90% menos poluentes na atmosfera do que o petróleo. Já o etanol produzido com milho emite em torno de 14% menos poluentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">Alternativas</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O óleo virgem derivado de algumas espécies de plantas, o biodiesel, apresenta boas vantagens em relação ao petróleo, pois pode substituir quase todos os derivados desse produto sem modificar os motores. Por ser naturalmente menos poluente, é seguro para armazenar e transportar porque é biodegradável, não-tóxico e não explosivo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="Contedodatabela" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">As plantas mais utilizadas atualmente para produção do biodiesel são a soja, a<span style="color: #0000ff;"> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Colza">colza</a></span>, o <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.sementepinhaomanso.com.br/pinhaomanso.html">pinhão manso</a></span>, <span style="color: #0000ff;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mamona">mamona</a></span>, <span style="color: #0000ff;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dendezeiro">dendê</a></span>, girassol e <span style="color: #000000;"><a href="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/didaticos_e_tematicos/frutas_no_brasil/macauba">macaúba</a></span>. As mais produtivas são o dendê e a macaúba &#8211; típica do litoral brasileiro. A soja é a mais utilizada nos EUA, onde também é comum misturar com restos de óleos usados para fritura. Na União Européia a colza é a principal planta estudada e plantada para este fim. Existem outras muito produtivas, como a castanha do Pará, o coco e a <a href="http://www.clubedasemente.org.br/copaiba.html">copaíba</a>, porém outros derivados seus são mais interessantes economicamente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;">
<p class="Contedodatabela" style="margin-bottom: 14.15pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="Contedodatabela" style="margin-bottom: 14.15pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">A Produção</span></strong></p>
<p class="Contedodatabela" style="margin-bottom: 14.15pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">A partir do Decreto 5.488, que foi publicado em 20 de maio de 2005 e que regulamenta a lei 11.097 &#8211; janeiro/2005, o governo brasileiro passou a estimular a produção e a comercialização do biodiesel. Esta lei dispõe sobre a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira (toda a energia disponibilizada para ser transformada, distribuída e consumida nos processos produtivos) Inicialmente, a proporção autorizada foi de 2% do diesel comum em 2008, 5% até 2013, e hoje já é pensado em 20%.</span></p>
<p class="Contedodatabela" style="margin-bottom: 14.15pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Fonte da foto: </span></p>
<p class="Contedodatabela" style="margin-bottom: 14.15pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><a href="http://www.cpatrading.com.br/site/files/2009/02/624bee2a732a0d4f506b3771a8a61f88/noticia_2009-02-16.jpg">http://www.cpatrading.com.br/site/files/2009/02/624bee2a732a0d4f506b3771a8a61f88/noticia_2009-02-16.jpg</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><em><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></em></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Diversidade ameaçada</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 10:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[transgênicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Cruzamento de plantas transgênicas com plantas convencionais preocupa especialistas

Thiago Gonçalves
A contaminação genética é um dos principais problemas causados pelo cultivo de transgênicos, afirmam especialistas. Nesses casos, plantas geneticamente modificadas cruzam com as convencionais, causando perda da diversidade genética da espécie.
A pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, Vera Lúcia Scherholz de Castro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cruzamento de plantas transgênicas com plantas convencionais preocupa especialistas</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1073" title="DWF15-1102918" src="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/O-cruzamento-de-sementes-transgênicas-com-convencionais-pode-causar-contaminação.jpg" alt="DWF15-1102918" width="640" height="426" /></p>
<p><strong>Thiago Gonçalves</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A contaminação genética é um dos principais problemas causados pelo cultivo de transgênicos, afirmam especialistas. Nesses casos, plantas geneticamente modificadas cruzam com as convencionais, causando perda da diversidade genética da espécie.</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, Vera Lúcia Scherholz de Castro afirma que os organismos inicialmente sem nenhuma doença podem adquirir uma patogenia ou ter um aumento significativo no número de hospedeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">“Nas avaliações de risco ambiental de novas práticas agrícolas, é igualmente preciso levar em consideração a saúde ambiental, uma vez que o ecossistema tem valor intrínseco, e cada um de nós é responsável por manter sua sustentabilidade”, afirma a pesquisadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Castro explica ainda que diante do cultivo de sementes modificadas e convencionais, o cruzamento de espécies diferentes de plantas, que tenham compatibilidade de cruzamento, pode gerar uma nova planta daninha. “Outro fator é que as plantas resistentes a um herbicida poderiam se tornar pragas por resistência, quando utilizadas repetidamente”, garante.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, nas cultivares que expressam toxina da bactéria Baccilus thurigiensis, os insetos criam resistência rapidamente. A toxina gerada por ser incorporada ao meio ambiente e, consequentemente, afetar o solo e o ecossistema aquático. A atividade inseticida da substância pode persistir por 40 dias ou mais.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com informações publicadas no site Greenpeace Brasil, isso ocorreu com o milho no México quando variedades que passavam por um processo natural de melhoramento ao longo dos anos foram perdidas quando tiveram contato com os transgênicos.</p>
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		<title>Do laboratório para a mesa</title>
		<link>http://www.cienciaenoticia.com.br/geral/ciencias-agrarias/1062/do-laboratorio-para-a-mesa</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 10:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência e Tecnologia de Alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
		<category><![CDATA[Bayer]]></category>
		<category><![CDATA[transgênicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois da soja e do milho, agora é a vez do plantio do arroz transgênico ir para aprovação na CTNBio



Bruno Grubertt
A liberação do plantio do arroz transgênico LL62, com tecnologia Liberty Lynk desenvolvido pela multinacional alemã Bayer, é alvo de polêmica e ainda não foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Depois da soja e do milho, agora é a vez do plantio do arroz transgênico ir para aprovação na CTNBio</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1066" title="DWF15-1102924" src="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Não-há-pesquisas-suficientes-que-determinem-a-segurança-do-consumo-de-arroz-transgênico.jpg" alt="DWF15-1102924" width="640" height="426" /></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><strong>Bruno Grubertt</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A liberação do plantio do arroz transgênico LL62, com tecnologia Liberty Lynk desenvolvido pela multinacional alemã Bayer, é alvo de polêmica e ainda não foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A primeira vez em que a pauta foi discutida pela Comissão foi em março e, de acordo com o presidente da CNTBio, Walter Colli, a retomada da polêmica deve demorar, já que existe um grande número de manifestações contra a aprovação.</p>
<p style="text-align: justify;">Organizações ambientalistas e de defesa do consumidor são contrárias à liberação, por defenderem que não há pesquisas suficientes para determinar se o consumo do arroz geneticamente modificado afetaria ou não a saúde humana. Depois da liberação do plantio e comercialização da soja e do milho transgênicos, que aconteceram respectivamente em 2003 e 2008, o arroz é o que mais tem gerado polêmica por ser um dos grãos mais consumidos pela população.</p>
<p style="text-align: justify;">A variedade LL62 de arroz é resistente ao herbicida Glufosinato de Amônio, que controla pragas daninhas nas plantações. O receio de entidades ligadas à produção é de que o grão modificado “contamine” as lavouras com sua resistência.</p>
<p style="text-align: justify;">Flávio Breseghello, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão localizada em Goiânia, afirma que o gene do arroz da Bayer causaria “problemas agronômicos ainda maiores ao país” em caso de liberação neste momento.  “O arroz vermelho transgênico se tornará dominante com esse herbicida [glufosinato] e pode atingir espécies de arroz silvestre do Brasil”, disse Breseghello. “Será impossível retirar esse gene do mercado após o plantio. Não há possibilidade de “recall” dessa tecnologia”.</p>
<p style="text-align: justify;">Economia</p>
<p style="text-align: justify;">O mercado consumidor da maioria dos países rejeita o consumo de alimentos geneticamente modificados, o que pode prejudicar a exportação. Somente os Estados Unidos liberaram a comercialização do arroz transgênico, mas após um caso de contaminação de outras lavouras devido a um “vazamento” da plantação de testes da Bayer, os produtores estão cautelosos e se negam a adquirir as sementes da variedade de arroz modificado.</p>
<p style="text-align: justify;">As principais empresas que comercializam o cereal no Brasil – Camil, Yoki e Josapar (empresa responsável pela marca Tio João) –, declararam em cartas publicadas no site do Greenpeace  que não compram ou vendem em nenhuma hipótese arroz geneticamente modificado, bem como não financiam pesquisas ou eventos relacionados a Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). As três brasileiras e outras empresas de diversos países declaram acreditar que o consumidor não está seguro com relação à biotecnologia utilizada no arroz.</p>
<p style="text-align: justify;">O vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, afirma que, apesar da adoção de produção de transgênicos estar em contínuo aumento, ela é apenas uma ferramenta a mais para auxiliar na produtividade do agricultor. “É preciso conhecer. Não dá pra generalizar e dizer se é bom ou ruim, que um é melhor que o outro. Mas [a transgenia] é uma realidade na agricultura mundial que pode reduzir o custo, a agressão ao meio ambiente e o uso de defensivos”, ressalta.</p>
<p style="text-align: justify;">O gerente de tecnologia da Bayer, André Abreu, defende os benefícios econômicos e ambientais da variedade transgênica. Segundo ele, o arroz LL62 reduz os resíduos no solo e não contamina a água usada para irrigar o arroz. “Seria um grande avanço para usar em áreas irrigadas pela degradabilidade  do produto”, disse. “Mas só vamos disponibilizar quando os produtores acharem importante”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Posicionamento</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da CTNBio exigir das empresas que pleiteiam liberação de um novo evento um projeto de pesquisa indicando se o cultivo é prejudicial ou não à saúde do consumidor e ao meio ambiente, entidades de defesa do consumidor questionam até que ponto a Bayer tem se preocupado com os efeitos do arroz transgênico na saúde do consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">O herbicida glufosinato de amônio é uma substância nociva ao organismo humano e, apesar da necessidade, não há relatórios que determinem o grau de toxicidade da planta ou da semente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Andréa Salazar, representante do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), as informações apresentadas pela Bayer são insuficientes. “Fica evidente a deficiência e a precariedade das informações apresentadas pelas empresas quando entram com pedido de liberação; há um espectro de avaliação de risco muito limitado, tanto no aspecto da saúde como de meio ambiente”, pontua Salazar.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Denis Lima, gerente de regulamentação da Bayer, e com informações de relatórios presentes no site da AG Bios Company, empresa norte-americana responsável pela análise de organismos geneticamente modificados, o arroz da Bayer não tem efeitos alergênicos e nenhum risco de intoxicação alimentar. Foram realizados testes com a proteína PAT, que foi inserida no evento LLRice62, e não houve alterações nas simulações da digestão humana e na alimentação de animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Malefícios aos humanos</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, o questionamento feito pelo Greenpeace sobre os efeitos na saúde humana não é somente com relação à proteína adicionada ao arroz, mas também ao possível aumento da utilização de herbicidas nas lavouras, o que seria mais prejudical à saúde humana.</p>
<p style="text-align: justify;">O Glufosinato de Amônio pode ser responsável por alterações no sistema nervoso, tremores, convulsões e reações alérgicas, além da permanência residual da substância no fígado, rins e no leite dos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o site do Greenpeace, estudos independentes mostram ainda que o glufosinato de amônio causa a morte de células nervosas do cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os pesquisadores Rubens Onofre Nodari e Miguel Pedro Guerra, do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Catarina, os genes de resistência a antibióticos utilizados nos OGM’s oferecem risco à saúde, por haver a possibilidade de contaminação.</p>
<p style="text-align: justify;">Em artigo publicado na Revista de Nutrição, disponível no site da Scielo Brasil, os pesquisadores afirmam que “os genes de resistência a antibióticos inseridos em plantas transgênicas poderão ser transferidos para bactérias humanas, constituindo-se um risco a ser considerado”. Por isso, defendem que devem ser feitos estudos toxicológicos e nutricionais de longa duração, que não foram realizados em nenhum outro país. O objetivo seria evitar conseqüências danosas no caso da aprovação apressada de um produto.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Nodari e Guerra, como o gene alterado confere novas características pouco avaliadas quanto ao seus impactos, “ainda não foi gerada uma base de conhecimento suficiente e adequado para abordar corretamente o assunto. Contudo, existe a experiência com os agroquímicos liberados a partir da Segunda Guerra Mundial para uso sem a realização de testes adequados: só posteriormente alguns dos efeitos nefastos causados por eles seriam conhecidos”.</p>
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		<title>Transgênicos: área plantada cresce e indecisão continua</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 10:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
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		<description><![CDATA[Área destinada ao cultivo de transgênicos no País aumenta; CTNBio libera 14 OGMs e incerteza continua
 
Patrícia Belarmino
O Brasil possui, hoje, mais de 15 milhões de hectares destinados ao cultivo de organismos geneticamente modificados (OGMs). Destes, cerca de 14,5 milhões são para soja transgênica, que entrou pela “porta do fundo” no País, em 1997, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Área destinada ao cultivo de transgênicos no País aumenta; CTNBio libera 14 OGMs e incerteza continua</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1060" title="DWF15-1102916" src="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Brasil-está-em-terceiro-lugar-no-ranking-dos-maiores-produtores-de-transgênicos.jpg" alt="DWF15-1102916" width="640" height="412" /><em> </em></p>
<p><strong>Patrícia Belarmino</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil possui, hoje, mais de 15 milhões de hectares destinados ao cultivo de organismos geneticamente modificados (OGMs). Destes, cerca de 14,5 milhões são para soja transgênica, que entrou pela “porta do fundo” no País, em 1997, quando produtores gaúchos trouxeram sementes contrabandeadas do Paraguai e da Argentina e plantaram em suas propriedades. Estima-se que 100 mil produtores cultivem soja no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, segundo a Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul, 70% da soja plantada no Estado é transgênica. Alem da soja, os produtores rurais optam também pelo plantio de algodão geneticamente modificado.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo último relatório sobre a situação global das lavouras geneticamente modificadas comercializadas – baseado em dados de 2007 e lançado no ano passado -, do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (Isaaa), a produção de transgênicos no Brasil cresceu 30% entre os anos de 2006 e 2007. Os números renderam ao País o 3º lugar no ranking de países produtores de transgênicos para plantas modificadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Situação Mundial</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o relatório da Isaaa, durante os 12 anos – completados em 2007 &#8211; de comercialização de geneticamente modificados (GM), a área destinada ao cultivo de transgênicos no mundo aumentou 67 vezes, de 1,7 milhão de hectares em 1996 para 114,3 milhões, em 2007.</p>
<p style="text-align: justify;">“Isso reflete a crescente aceitação das culturas geneticamente modificadas por pequenos e grandes produtores, tanto em países industrializados como nos em desenvolvimento”, afirma Clive James, presidente do Conselho Diretor da Isaaa, no relatório.</p>
<p style="text-align: justify;">“Essa alta taxa de adoção é um forte voto de confiança nas culturas GM, refletindo a satisfação do produtor. Cerca de 10,3 milhões de produtores, em 23 países, plantaram essas culturas em 2006 e obtiveram múltiplos benefícios”, completa James.</p>
<p style="text-align: justify;">A estimativa da entidade é que 10 milhões de produtores cultivem transgênicos no planeta e, nos doze primeiros anos de comercialização, 700 milhões de hectares tenham sido produzidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os países que tiveram aumento na área de plantio dos OGMs são, respectivamente, Brasil, Estados Unidos e Índia. Paraguai, África do Sul e China foram os que menos cresceram, entre 2006 e 2007, segundo o levantamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Fiscalização</p>
<p style="text-align: justify;">Durante as fiscalizações feitas por técnicos da Superintendência Federal de Agricultura (SFA), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é feito um teste nas folhas das plantas cultivadas na propriedade rural e nas sementes para constatar a presença de organismos geneticamente modificados.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o fiscal federal agropecuário, Aldo Beraldo, todas as propriedades que plantam transgênicos são fiscalizadas. “É feito um trabalho de campo em todo o Mato Grosso do Sul. Quando há alguma irregularidade, o nosso serviço é notificar os responsáveis e passar isso para o Ministério Público. A SFA é responsável somente por fiscalizar”, explica.</p>
<p style="text-align: justify;">O produtor tem que informar a origem do material utilizado na semeadura e, quando necessário, apresentar as notas fiscais. Para a realização do teste de tolerância ao herbicida glifosato – no caso do algodão (Gossypium hirsitum) -, os técnicos coletam amostras de folhas em pontos distintos da lavoura. A fiscalização é feita pelos Serviços de Fiscalização Agropecuária e de Sanidade Agropecuária.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso sejam constatadas irregularidades, a fiscalização federal determina o embargo da produção, como medida cautelar. Além disso, a identificação e dimensão da área plantada, circunstâncias e razões do embargo são descritas no Termo de Fiscalização.</p>
<p style="text-align: justify;">O produtor é autuado e tem um prazo para apresentar a defesa com as alegações e provas necessárias. É expedido também um Termo de Suspensão da Comercialização, indicando a área fiscalizada, a estimativa de produção e a não determinação de cultivar. Desta forma, o produtor não pode sequer transportar a produção para fora do seu lote.</p>
<p style="text-align: justify;">O Termo de Fiscalização e o Auto de Infração são encaminhados, pela SFA, ao Ministério Público Federal para que os responsáveis sejam responsabilizados na esfera penal.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Mato Grosso do Sul</p>
<p style="text-align: justify;">No último ano, em Mato Grosso do Sul, a SFA fiscalizou 68 propriedades rurais nos municípios de Aral Moreira, Itaquirai, Navirai, São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul, Alcinópolis, Costa Rica, Sidrolândia e Maracaju. Em nenhuma das lavouras fiscalizadas foi encontrado eventos não autorizados pela CTNBio.</p>
<p style="text-align: justify;">O último Auto de Infração expedido pelo órgão no Estado foi em 2007, quando foram encontrados 520 hectares de algodão geneticamente modificado pela CTNBio. Atualmente, quatro tipos de algodão transgênico estão liberados para comercialização e cultivo no País.</p>
<p style="text-align: justify;">Somente em 2009 mais de 15 mil hectares de algodão foram vistoriados por técnicos do MAPA em Mato Grosso do Sul. Nestes, nenhuma regularidade foi encontrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a SFA, o Estado não tem nenhum propriedade inscrita para a produção de sementes geneticamente modificadas de milho ou algodão.</p>
<p style="text-align: justify;">Penalidade</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a Lei de Biossegurança – Lei 11.105, de 24 de março de 2005 -, liberar ou descartar OGM no meio ambiente é crime. A reclusão pode ser de um a quatro anos, além de multa. Produzir, armazenar, transportar, comercializar, importar ou exportartransgênicos sem autorização da CTNBio é proibido. Em casos de descumprimento da legislação, a pena prevista é de um a dois anos e multa.</p>
<p style="text-align: justify;">As multas podem ser aplicadas pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Meio Ambiente, da Saúde e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República e variam de R$ 2 mil à R$ 1,5 milhão, dependendo da gravidade da infração. Em casos de reincidência, a multa será aplicada em dobro.</p>
<p style="text-align: justify;">Plantio</p>
<p style="text-align: justify;">Organismos geneticamente modificados não podem ser pesquisados nem cultivados em terras indígenas e em unidades de conservação ambiental, de acordo com a medida provisória 347, de 31 de outubro de 2006, exceto nas áreas de proteção ambiental.</p>
<p style="text-align: justify;">A soja geneticamente modificada (evento GTS40-3-2), que tem tolerância ao herbicida glifosato, deve ser plantada a, pelo menos, 500 metros de distância das unidades de conservação ambiental. O algodão transgênico resiste a insetos e o que tem resistência a esses animais, mas que há a presença deles na unidade próxima, deve ser cultivado, respectivamente, a 800 metros e cinco mil metros do local.</p>
<p style="text-align: justify;">Os produtores que cultivam milho modificado e o convencional, por exemplo, devem separá-los. A distância deve ser igual ou superior a 100 metros ou alternativamente 20 metros, desde que acrescida de bordaduras com, no mínimo, dez fileiras de plantas de milho convencional de porte e ciclo vegetativo similar ao milho transgênico.</p>
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		<title>Avaliação de riscos, um novo desafio para os transgênicos</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 10:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Primeira metodologia para avaliação de riscos de plantas geneticamente modificadas é desenvolvida na Embrapa

Anne Durey
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desenvolveu um programa de computador que ajuda os produtores que desejam iniciar o cultivo de plantas geneticamente modificadas (PGMs) a detectar possíveis impactos ambientais destas culturas.
A ferramenta também pode ser utilizada em atividades como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Primeira metodologia para avaliação de riscos de plantas geneticamente modificadas é desenvolvida na Embrapa</em></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1054" title="42-15968748" src="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Todas-as-plantas-transgências-podem-ser-analisadas-na-pesquisa.jpg" alt="42-15968748" width="360" height="480" /></strong></p>
<p><strong>Anne Durey</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desenvolveu um programa de computador que ajuda os produtores que desejam iniciar o cultivo de plantas geneticamente modificadas (PGMs) a detectar possíveis impactos ambientais destas culturas.</p>
<p style="text-align: justify;">A ferramenta também pode ser utilizada em atividades como a liberação comercial das plantas, testes no campo e ensaios laboratoriais. O GMP-RAM, ou Avaliação de Risco de Plantas Geneticamente Modificadas, foi desenvolvido na Embrapa Meio Ambiente, com sede em Jaguariúna-SP.</p>
<p style="text-align: justify;">O programa une duas ferramentas: planilhas para compilação da Evidência do Risco e Matriz de Avaliação. Na primeira delas, o produtor insere as informações sobre a planta que deseja cultivar e o programa gera o índice de risco. Este índice analisa a possível intensidade de efeitos adversos, a probabilidade de ocorrência de algum efeito adverso e se algum problema já foi encontrado anteriormente com o uso da tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, ele permite saber a extensão de algum dano ao meio ambiente que possa ocorrer, se pontual ou no entorno da plantação. Por fim, o índice mostra qual a capacidade de reversão de um determinado dano, caso venha a ocorrer.</p>
<p style="text-align: justify;">Na segunda ferramenta, o índice é analisado através de uma estrutura de observação, onde cada fator pode ser analisado separadamente, que permite escolher a melhor maneira de conduzir os testes de campo.</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisadora Kátia Regina E. de Jesus-Hitzschky, uma das responsáveis pelo desenvolvimento do GMP-RAM, afirma que qualquer planta geneticamente modificada pode ser analisada por este método. Ela explica que os indicadores apresentados no método foram levantados a partir dos relatórios internacionais e artigos de especialistas que pesquisam o tema. “O programa imprime mais transparência à avaliação do risco de PGMs pois organiza as informações mais importantes, as quais estão dispersas na literatura”, garante.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o Gerente de Regulamentação da Bayer CropScience, Denis Lima, o GMP-RAM possibilita que um pesquisador que ainda esteja na fase inicial do projeto, avalie quais os aspectos que serão necessários maior direcionamento de esforços e pesquisa para demonstrar a segurança de um organismo geneticamente modificado</p>
<p style="text-align: justify;">A Bayer, segundo ele, já utiliza o programa. “Analisamos sob o ponto de vista de liberação comercial e não em atividades de pesquisa”, explica Denis. Ele conta que o foco é avaliar as plantas geneticamente modificadas que a Bayer pretende inserir no mercado, como arroz e algodão transgênicos.</p>
<p style="text-align: justify;">O Gerente de Regulamentação acrescenta que após os testes no GMP-RAM, caso seja detectado alto índice de risco para o meio ambiente, é feito o trabalho de revisão nas precauções e restrições que deverão ser recomendadas para que o risco não se torne impacto real. ”E finalmente, se mesmo com as medidas adicionais, o risco permanecer alto, o ideal é suspender o projeto, como o que aconteceu com uma pesquisa em feijão onde foi inserido um gene de castanha-do-pará e resultou em aumento significativo da alergenicidade do produto final, o projeto foi paralisado”, completa Denis.</p>
<p style="text-align: justify;">O GMP-RAM está disponível para download gratuitamente no site da Embrapa Meio Ambiente <a href="http://www.cnpma.embrapa.br/">www.cnpma.embrapa.br</a>. O produtor que quiser utilizá-lo deve ter os dados da planta transgênica que será avaliada, estes dados podem ser levantados a partir da literatura (dados secundários) ou podem ser levantados com experimentos realizados em laboratório ou no campo.</p>
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		<title>Alternativas de agronegócios para o pequeno produtor rural</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:10:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[AGRAER]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Cepaer]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[
José Carlos Prado
A AGRAER/CEPAER desenvolve pesquisas científicas que visam encontrar as melhores alternativas de uso da terra e produtos mais adequados à economia rural do estado, tanto em facilidade de manejo/trabalho quanto em produtividade e lucros, de forma a garantir boa rentabilidade ao homem do campo, tornando a atividade rural atrativa em sua execução e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-950" title="agraer1" src="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/agraer1.jpg" alt="agraer1" width="128" height="96" /></span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">José Carlos Prado</span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A AGRAER/CEPAER desenvolve pesquisas científicas que visam encontrar as melhores alternativas de uso da terra e produtos mais adequados à economia rural do estado, tanto em facilidade de manejo/trabalho quanto em produtividade e lucros, de forma a garantir boa rentabilidade ao homem do campo, tornando a atividade rural atrativa em sua execução e prazerosa em seus resultados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;"> </span>O pesquisador Antônio Morcelli tem atuado como articulador do intercâmbio de processos e trabalhos de pesquisas desenvolvidas pela AGRAER e Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, principalmente na busca recursos financeiros que financiem a criação de pólos de culturas de variedades oleaginosas adequadas à produção de biodiesel. </span></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Verdana;">O objetivo final é o desenvolvimento de alternativas de agronegócios que sustentem o pequeno produtor rural no campo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Os trabalhos já têm sido desenvolvidos em alguns assentamentos rurais como os de Itaquiraí, da Fazenda Itamarati, e Sidrolândia. Também alguns produtores rurais tradicionais – remanescentes dos assentamentos colonizadores da época de Getúlio Vargas, na década de 40, do século passado – na região de Fátima do Sul. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Diversidade genética</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">As variedades que estão sendo pesquisadas, atualmente, são a canola, o crâmbi e o nabo forrageiro (todos da família <em style="mso-bidi-font-style: normal;">brassica oleracea, </em>como a couve e o repolho). Outras duas pesquisas são com o cártamo (da mesma família do girassol) e o popular amendoim. Porém, a variedade campeã em tempo de experimentação científica é o pinhão-manso, uma “irmã” da mamona. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Há oito anos desenvolvendo estudos com a variedade, apenas nos últimos quatro anos o pesquisador tem alcançado resultados satisfatórios quanto aos níveis de excelência pretendidos. A dificuldade maior é que já não existe variedade pura, para dela se partir para os cruzamentos. Todas as amostras conhecidas, segundo Morcelli, são produtos de miscigenação (heterose). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Porém, pelos resultados já alcançados, sabe-se que o pinhão-manso é bom para a produção de biodiesel, além de fornecer, como subprodutos, uma “torta” que pode ser tratada para entrar na composição de ração para animais, ou, ainda, ser usada como adubo orgânico.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Morcelli lamenta que grande parte das dificuldades que encontra é em relação à área que cada família dispõe para a aplicação do projeto, já que os módulos agrários medem entre sete e, no máximo, 30 hectares. Subtraindo as parcelas destinadas a moradia e criações de animais domésticos (aves, suínos, etc.), mais as reservas, sobra muito pouco terreno para viabilizar uma exploração perene e lucrativa. De acordo com o que percebe na sua lida com o pequeno agricultor, este só permanecerá no campo se sua atividade alcançar a melhoria do padrão de vida, para si e para seus familiares. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A voz dos produtores</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ouvindo produtores rurais dos assentamentos, confirma-se a distância entre a teoria e a prática nessa questão de apoio dos governos e seus órgãos de fomento da pesquisa e desenvolvimento rural e, por extensão, ao pequeno produtor. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Enquanto os pesquisadores, como Morcelli, se desdobram em “frentes de batalhas” para garantir recursos que viabilizem a continuação dos estudos e o estabelecimento do projeto, na prática, lá no campo, aqueles que seriam os beneficiários primeiros e diretos desses avanços científicos permanecem alheios a isso, sobrevivendo com a chamada agricultura de subsistência. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;"> </span>João, um assentado de Sidrolândia, declara, sem rodeios: <span style="mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;">“Não tem projeto nenhum não! A gente não tem assistência técnica. No papel a gente sabe de muitos projetos, de muitas ações do governo. Na prática, não conheço nenhuma.” </span>Plantador de quiabo, reclama que tudo é muito difícil, pois não recebeu apoio oficial nenhum depois que tomou posse do seu lote agrário. Outros trabalhadores assentados, que não quiseram dizer seus nomes, fizeram as mesmas críticas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Especificamente, sobre projetos de desenvolvimento de plantio de oleaginosas para a produção de biodiesel, disse desconhecer qualquer conversa sobre o isso, no assentamento. E que, do seu lote de 12 hectares, só sobram nove para plantar. “Só se for consorciado com os vizinhos, para valer à pena”, justifica. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-weight: bold;">“Aliás, lá do outro lado, tem uns trinta companheiro, que se ajuntaro pra prantá cana pra usina. Tão com duas safra coída e entregue, mas num recebero nada ainda”(sic),</span></em><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-weight: bold;"> esbraveja, o assentado de Sidrolândia, em seu linguajar simples.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;"> </span>Ainda o “seu” João usa esse exemplo do plantio da cana para condenar a falta de apoio oficial na hora de o agricultor familiar vender sua produção ao mercado. Conforme sua informação, todo sistema de comercialização é manipulado pelo atravessador que se coloca entre o produtor e as centrais de comercialização. E, que esse personagem indesejado fica com 40% do preço da mercadoria. <em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">“De cada dez, eu só recebo seis”</span></em><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">, conclui. </span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desenvolvimento da cultura de mandioca no estado de Mato Grosso do Sul</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
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		<description><![CDATA[


Kaká Fernandez
Popularmente os moradores de Campo Grande são chamados de “comedores de mandioca”. Não se sabe ao certo de onde surgiu a expressão para intitular os habitantes da Cidade Morena, mas há de se convir, a mandioca aqui é realmente muito apreciada.
Da família Monihot, a mandioca, macaxeira ou aipim é muito cultivada no oeste brasileiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/09/mandioca.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1509" title="Plantação de mandioca" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/09/mandioca.jpg" alt="Plantação de mandioca" width="416" height="461" /></a></h1>
<p><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;"><br />
</span></span></span></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;">Kaká Fernandez</span></span></span></h1>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Popularmente os moradores de Campo Grande são chamados de “comedores de mandioca”. Não se sabe ao certo de onde surgiu a expressão para intitular os habitantes da Cidade Morena, mas há de se convir, a mandioca aqui é realmente muito apreciada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Da família <em>Monihot</em>, a mandioca, macaxeira ou aipim é muito cultivada no oeste brasileiro, mais precisamente o sul da Amazônia, pantanal e cerrado, mas já na chegada dos colonizadores portugueses a mandioca era consumida até na região da Mesoamérica, que compreende México e Guatemala.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Das diversas variedades da planta, dividem-se em dois grupos, comumente chamados de mandioca-doce e mandioca-brava. Desses, a doce ou de mesa é a consumida na alimentação, feita cozida ou frita, já a brava ou industrial é utilizada no preparo das farinhas de mandioca. Base alimentar de diversas culturas, espalhada por todo o mundo e em especial pela África, a mandioca é uma iguaria bastante consumida no estado de MS.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Pensando no aprimoramento da plantação, comercialização e consumo da raiz, na Cepaer (Centro de Capacitação e Pesquisa), órgão da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural – MS) o pesquisador Adair de Oliveira, mestre em Fitotecnia pela UNESP, desenvolve há um ano, a pesquisa em Produção e Tecnologia de sementes, plantas de cobertura e mand<span style="color: black;">ioca.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa é desenvolvida com recursos do CNPq e alguns oriundos do PAC &#8211; Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico &amp; Programa de Aceleração do Crescimento respectivamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Desenvolvida nas cidades de Anastácio, Bonito, Ivinhema e Campo Grande, a pesquisa atende, segundo Oliveira, as necessidades do produtor rural. Além de pesquisar o aprimoramento das mandiocas de mesa e industrial (a segunda já com resultados para produção de farinha).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa ainda busca relacionar o manejo da mandioca e consórcio com adubos verdes (plantas como o feijão guandu, a mucunha preta e o feijão de porco) e a cobertura para recuperação e fixação do nitrogênio no solo, melhorando a sua capacidade de receber novas plantações.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Além disso, faz o monitoramento da mosca branca, praga que, oriunda do feijão, passou a atacar também a mandioca. A Pesquisa é desenvolvida em conjunto com os pesquisadores Dra. Mariana Zatarini e Izaías de Oliveira, este lotado <span style="color: black;">em Anastácio. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: red; font-family: Verdana;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span><strong><span style="font-family: Verdana;">Aqui plantando, tudo dá – a não ser Recursos e Comunicação</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Apesar dos recursos, segundo Adair de Oliveira, muito escassos, faltam ainda outros pontos importantes para o aprimoramento não só desta como de outras pesquisas de extensão rural. Adair destaca que houve um decréscimo na produção, decorrente das diversas mudanças no orgão, com os mandatos dos diversos governos estaduais – primeiramente Empaer, passou a ser Idaterra e agora Agraer – causando uma descontinuidade dos trabalhos e com isso uma diminuição na capacidade de produção. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Oliveira diz ainda, que apesar de as pesquisas obterem resultados atrativos e aumento da produção e comercialização de diversos produtos, a falta de um grupo de comunicação científica lotado no próprio orgão dificulta, até mesmo impossibilita, a publicação e divulgação das pesquisas para a sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Essa dificuldade se dá, também, pela falta de recursos para<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>concursos na área específica de comunicação. Além disso, a escassez de investimentos impede a contratação de comunicadores nos editais de pesquisa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ainda com todos esses problemas, a pesquisa da produção de mandioca deve dar frutos muito em breve. Frutos, ou melhor, raízes, que chegarão ao prato dos comedores de mandioca. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Fonte da foto: http://www.iac.sp.gov.br/UniPesquisa/Horticultura/Imagens/mandioca.jpg</span></p>
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		<title>Equipamento ajuda a extrair a castanha do Baru</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 11:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Baru]]></category>
		<category><![CDATA[Cepaer]]></category>
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		<description><![CDATA[O fruto também conhecido como Cumbaru, tem um alto valor nutricional e começa a ser explorado no interior do Estado
 
 
 



 
Renan Kubota
A Cepaer (Centro de Capacitação e Pesquisa), órgão ligado à Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), está desenvolvendo pesquisa sobre técnicas para processar o baru no assentamento São Manuel, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Verdana; mso-bidi-font-style: italic;">O fruto também conhecido como Cumbaru, tem um alto valor nutricional e começa a ser explorado no interior do Estado</span></em></p>
<div><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana;"><strong> </strong></span></div>
<div><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana;"><strong> </strong></span></div>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana;"><strong> </strong></span></p>
<p><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/Cumbaru.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1511" title="Cumbaru" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/Cumbaru.jpg" alt="Castanha do Barú ou Cumbaru" width="450" height="338" /></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana;"><strong>Renan Kubota</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A Cepaer (Centro de Capacitação e Pesquisa), órgão ligado à Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), está desenvolvendo pesquisa sobre técnicas para processar o baru no assentamento São Manuel, localizado no município de Anastácio &#8211; MS.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Baru ou cumbaru, como é conhecido no Estado, é uma árvore frondosa que produz um fruto amarronzado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa, que é coordenada pelo pesquisador Arceley Lopes Bambil, recebe verbas federais oriundas do CNPQ e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">O projeto é de cunho participativo e tem como objetivo desenvolver equipamentos para separar a castanha da polpa e do endocarpo (região do fruto que protege a semente). A execução da pesquisa teve início em fevereiro deste ano. “Nestes primeiros meses estamos trabalhando a parte de organização, pois a <a href="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/?p=935" target="_blank">pesquisa participativa</a> exige que se faça um trabalho com a comunidade que se vai trabalhar, como por exemplo, uma série de reuniões, apresentação do projeto e obter a concordância da comunidade”. Explica Arceley.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Pesquisas participativas são mais eficientes por proporcionarem um maior engajamento do pesquisador com a realidade. De acordo com Bambil quando se desenvolve uma pesquisa tecnológica na Cepaer e aleva para o agricultor, o resultado pode não ser satisfatório, devido à diferença de realidade. Por isso ele prefere trabalhar com a anuência da comunidade aproveitando os conhecimentos da mesma. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Para dar início aos trabalhos, após a aprovação do CNPQ é assinado um contrato, na qual a comunidade participante se compromete com a pesquisa. Depois disso o órgão libera os recursos para colocar o projeto em prática “no nosso projeto trabalhamos com 25 agricultores e quatro pesquisadores”, diz Arceley. Esses pesquisadores esclarecem e orientam os agricultores, no controle de pragas, como se deve plantar, tempo de vida e reprodução das culturas.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Verdana;">Tecnologia</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">O equipamento desenvolvido pelo pesquisador consiste em uma modificação de uma betoneira, que é um equipamento utilizado para misturar o concreto nas construções. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Segundo Arceley as principais alterações na máquina são o aumento da rotação do tambor e a instalação de uma superfície rugosa que seja capaz de lixar o fruto. “Os frutos são colocados na betoneira junto com água e são processados, separando a polpa do endocarpo”, explica. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Por enquanto essa mistura aquosa da polpa do baru é aproveitada como alimento para suínos, mas de acordo com o pesquisador “se construirmos uma betoneira de inox pode-se aproveitar a polpa do baru na alimentação humana”. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">No futuro, Arceley quer deixar de lado a betoneira e construir um aparelho, que utilize um tambor metálico. “Dessa forma o custo desse equipamento para processar o baru ficaria mais acessível”, esclarece </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Características nutricionais</span></span></strong></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">O baru é uma fruta típica do cerrado ele é marrom, de casca fina, com cerca de 5 cm de comprimento, produzido pelo baruzeiro nos meses de setembro a outubro. De acordo com estudo da bióloga da <span style="mso-bidi-font-size: 8.0pt;">Embrapa &#8211; Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados (CPAC),</span> Sueli Matiko Sano, (encontrado no site: </span><span style="font-family: Verdana;"><a href="http://www.scielo.br/pdf/%0D/pab/v34n4/8677.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/%0D/pab/v34n4/8677.pdf</a></span><span style="font-family: Times New Roman;">.), esse fruto envolve uma amêndoa dura e comestível, de sabor parecido com o do amendoim. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;">Diz a pesquisadora que o baru apresenta </span><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">uma multiplicidade de usos e em muitas propriedades do cerrado essas árvores são mantidas nas pastagens. Na época da seca, a polpa do fruto é consumida pelo gado bovino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">O baru possui alto teor de fibra é rica em açúcar, potássio, cobre e ferro e pode ser utilizada para ração. “A amêndoa,<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>apreciada como alimento humano, é rica em óleo insaturado, proteína, cálcio e fósforo, assemelhando-se ao amendoim”, relata a pesquisadora </span><span style="font-family: Verdana;">Sueli</span><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"><span style="font-size: small;">O fruto apresenta alto valor nutricional, com cerca de 26% de teor de proteínas, o que o coloca acima do coco-da-bahia em termos nutritivos. O baruzeiro pode chegar até 25 metros de altura, proporcionando amplas sombras. Sua madeira é resistente a fungos e tais características fazem dela alvo de grande procura para a construção. </span></span></p>
<div><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"> </span></div>
<p><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 9pt; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Fonte<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>da Foto:<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>http://segredosdocerrado.files.wordpress.com/2008/02/img_1923.jpg</span></p>
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		<title>Os percalços da pesquisa rural em Mato Grosso do Sul</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 11:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Interdisciplinar]]></category>
		<category><![CDATA[Multidisciplinar]]></category>
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Kaká Fenandez


A pesquisa científica no Brasil, e especificamente em Mato Grosso do Sul já passou por diversas fases, do descaso total, da falta de investimento à pujança de resultados e aplicações. No caso da pesquisa rural no estado podemos destacar o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer Cepaer. 
Antes o antigo orgão Empaer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/mapa_MS.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1513" title="mapa_MS" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/mapa_MS.jpg" alt="Mapa de Mato Grosso do Sul" width="337" height="253" /></a></h1>
<p><span style="font-size: small;"><br />
</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="font-size: small;">Kaká Fenandez</span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="font-size: small;"><br />
</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">A pesquisa científica no Brasil, e especificamente em Mato Grosso do Sul já passou por diversas fases, do descaso total, da falta de investimento à pujança de resultados e aplicações. No caso da pesquisa rural no estado podemos destacar o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer Cepaer. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Antes o antigo orgão Empaer – depois Idaterra – era empresa pública. Os funcionários e pesquisadores podiam ser contratados sem a necessidade de concursos públicos, dessa maneira a diversidade e rapidez das pesquisas eram maiores. Com os diferentes governos estaduais, seus diversos enfrentamentos e com a desculpa de não haver mais funcionários contratados , apenas concursados nos diversos órgãos do estado, essa rapidez foi perdida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">A Agraer, e mais especificamente a Cepaer passa hoje por dificuldades na continuidade de suas atividades. A falta de mão-de-obra braçal e de recursos torna cada vez mais dificultosas as pesquisas, que tem por objetivo ajudar na economia do estado através do crescimento do pequeno produtor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Com o lema “Governar é construir estradas”, o presidente Washington Luís, apesar de ridicularizado por seus contemporâneos, deixou um legado para as futuros governantes. Seguido à risca muitas vezes por vários governos, não por vontade de integrar as cercanias, mas por saber que estradas e ruas são um ótimo cabo eleitoreiro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Já para Ari Fialho, pesquisador da Cepar, com mestrado em Física dos Solos, com seu projeto de Manejo de Águas Pluviais, ou seja a conservação do solo e das águas, a história é outra. Com ênfase no manejo da água em vias rurais, tanto para conservar as estradas como para o final aproveitamento da água da chuva, Fialho desenvolve esse projeto há 15 anos, mas somente há cinco está conseguindo implantá-lo dentro do próprio órgão onde é lotado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Ari destaca que a dificuldade está na mudança da mentalidade de quem manda. Enquanto que construir vias belas nas regiões urbanas atrai votos, conservar as vias rurais e os recursos naturais, não. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Um exemplo dos prejuízos causados por essas mentalidades, são a escassez de água, por um lado e as enchentes em grandes centros urbanos, por outro, também já experimentada na Capital Morena há alguns anos. Em Nova York, esse problema foi sanado com uma solução inteligente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Uma bacia hidrográfica, cerca de 200km da cidade, serve hoje de fonte de abastecimento da região, sem que com isso se diminua a vazão de seus leitos ou a qualidade da água. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Para tanto governo e proprietários rurais de terrenos lindeiros – vizinhos &#8211; à bacia entraram em um acordo, no qual em troca de incentivos financeiros por parte do governos, os proprietários se utilizariam de forma sustentável da bacia, podendo ela assim servir de fonte de água para a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Big Apple</em>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Fialho tenta há anos uma parceria com o governo para o aprimoramento dessa iniciativa aqui no estado. Em vão. Enquanto as diferenças políticas, os pretextos eleitoreiros e o descaso com os recursos naturais e hídricos forem adiante, não se pode vislumbrar iniciativas que saiam do campo da pesquisa para o campo do aproveitamento humano. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Tanto o descaso quanto o mau aproveitamento dos recursos públicos em pesquisas que desenvolvam o estado, são vilões que hão de se fazer presentes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Se a Cepaer hoje, um orgão de pesquisa que clama por visibilidade e atenção, sofre pelo abandono, pequenos produtores e sociedade civil ainda estão longe de desfrutar dos benefícios que a plenitude das pesquisas científicas venham lhe proporcionar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">É sobre esse quadro que se entende que governar não é construir estradas. Governar é construir pontes entre o conhecimento e o campo, entre o que se sabe e o que se aplica. Governar é construir cidadania.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Verdana;">Kaká Fenandez</span></h1>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa científica no Brasil, e especificamente em Mato Grosso do Sul já passou por diversas fases, do descaso total, da falta de investimento à pujança de resultados e aplicações. No caso da pesquisa rural no estado podemos destacar o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer Cepaer. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Antes o antigo orgão Empaer – depois Idaterra – era empresa pública. Os funcionários e pesquisadores podiam ser contratados sem a necessidade de concursos públicos, dessa maneira a diversidade e rapidez das pesquisas eram maiores. Com os diferentes governos estaduais, seus diversos enfrentamentos e com a desculpa de não haver mais funcionários contratados , apenas concursados nos diversos órgãos do estado, essa rapidez foi perdida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A Agraer, e mais especificamente a Cepaer passa hoje por dificuldades na continuidade de suas atividades. A falta de mão-de-obra braçal e de recursos torna cada vez mais dificultosas as pesquisas, que tem por objetivo ajudar na economia do estado através do crescimento do pequeno produtor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Com o lema “Governar é construir estradas”, o presidente Washington Luís, apesar de ridicularizado por seus contemporâneos, deixou um legado para as futuros governantes. Seguido à risca muitas vezes por vários governos, não por vontade de integrar as cercanias, mas por saber que estradas e ruas são um ótimo cabo eleitoreiro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Já para Ari Fialho, pesquisador da Cepar, com mestrado em Física dos Solos, com seu projeto de Manejo de Águas Pluviais, ou seja a conservação do solo e das águas, a história é outra. Com ênfase no manejo da água em vias rurais, tanto para conservar as estradas como para o final aproveitamento da água da chuva, Fialho desenvolve esse projeto há 15 anos, mas somente há cinco está conseguindo implantá-lo dentro do próprio órgão onde é lotado. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ari destaca que a dificuldade está na mudança da mentalidade de quem manda. Enquanto que construir vias belas nas regiões urbanas atrai votos, conservar as vias rurais e os recursos naturais, não. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Um exemplo dos prejuízos causados por essas mentalidades, são a escassez de água, por um lado e as enchentes em grandes centros urbanos, por outro, também já experimentada na Capital Morena há alguns anos. Em Nova York, esse problema foi sanado com uma solução inteligente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Uma bacia hidrográfica, cerca de 200km da cidade, serve hoje de fonte de abastecimento da região, sem que com isso se diminua a vazão de seus leitos ou a qualidade da água. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Para tanto governo e proprietários rurais de terrenos lindeiros – vizinhos &#8211; à bacia entraram em um acordo, no qual em troca de incentivos financeiros por parte do governos, os proprietários se utilizariam de forma sustentável da bacia, podendo ela assim servir de fonte de água para a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Big Apple</em>. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Fialho tenta há anos uma parceria com o governo para o aprimoramento dessa iniciativa aqui no estado. Em vão. Enquanto as diferenças políticas, os pretextos eleitoreiros e o descaso com os recursos naturais e hídricos forem adiante, não se pode vislumbrar iniciativas que saiam do campo da pesquisa para o campo do aproveitamento humano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Tanto o descaso quanto o mau aproveitamento dos recursos públicos em pesquisas que desenvolvam o estado, são vilões que hão de se fazer presentes. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Se a Cepaer hoje, um orgão de pesquisa que clama por visibilidade e atenção, sofre pelo abandono, pequenos produtores e sociedade civil ainda estão longe de desfrutar dos benefícios que a plenitude das pesquisas científicas venham lhe proporcionar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">É sobre esse quadro que se entende que governar não é construir estradas. Governar é construir pontes entre o conhecimento e o campo, entre o que se sabe e o que se aplica. Governar é construir cidadania.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
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<p><span style="font-family: Verdana;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;">Kaká Fenandez</span></h1>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa científica no Brasil, e especificamente em Mato Grosso do Sul já passou por diversas fases, do descaso total, da falta de investimento à pujança de resultados e aplicações. No caso da pesquisa rural no estado podemos destacar o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer Cepaer. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Antes o antigo orgão Empaer – depois Idaterra – era empresa pública. Os funcionários e pesquisadores podiam ser contratados sem a necessidade de concursos públicos, dessa maneira a diversidade e rapidez das pesquisas eram maiores. Com os diferentes governos estaduais, seus diversos enfrentamentos e com a desculpa de não haver mais funcionários contratados , apenas concursados nos diversos órgãos do estado, essa rapidez foi perdida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A Agraer, e mais especificamente a Cepaer passa hoje por dificuldades na continuidade de suas atividades. A falta de mão-de-obra braçal e de recursos torna cada vez mais dificultosas as pesquisas, que tem por objetivo ajudar na economia do estado através do crescimento do pequeno produtor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Com o lema “Governar é construir estradas”, o presidente Washington Luís, apesar de ridicularizado por seus contemporâneos, deixou um legado para as futuros governantes. Seguido à risca muitas vezes por vários governos, não por vontade de integrar as cercanias, mas por saber que estradas e ruas são um ótimo cabo eleitoreiro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Já para Ari Fialho, pesquisador da Cepar, com mestrado em Física dos Solos, com seu projeto de Manejo de Águas Pluviais, ou seja a conservação do solo e das águas, a história é outra. Com ênfase no manejo da água em vias rurais, tanto para conservar as estradas como para o final aproveitamento da água da chuva, Fialho desenvolve esse projeto há 15 anos, mas somente há cinco está conseguindo implantá-lo dentro do próprio órgão onde é lotado. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ari destaca que a dificuldade está na mudança da mentalidade de quem manda. Enquanto que construir vias belas nas regiões urbanas atrai votos, conservar as vias rurais e os recursos naturais, não. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Um exemplo dos prejuízos causados por essas mentalidades, são a escassez de água, por um lado e as enchentes em grandes centros urbanos, por outro, também já experimentada na Capital Morena há alguns anos. Em Nova York, esse problema foi sanado com uma solução inteligente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Uma bacia hidrográfica, cerca de 200km da cidade, serve hoje de fonte de abastecimento da região, sem que com isso se diminua a vazão de seus leitos ou a qualidade da água. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Para tanto governo e proprietários rurais de terrenos lindeiros – vizinhos &#8211; à bacia entraram em um acordo, no qual em troca de incentivos financeiros por parte do governos, os proprietários se utilizariam de forma sustentável da bacia, podendo ela assim servir de fonte de água para a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Big Apple</em>. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Fialho tenta há anos uma parceria com o governo para o aprimoramento dessa iniciativa aqui no estado. Em vão. Enquanto as diferenças políticas, os pretextos eleitoreiros e o descaso com os recursos naturais e hídricos forem adiante, não se pode vislumbrar iniciativas que saiam do campo da pesquisa para o campo do aproveitamento humano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Tanto o descaso quanto o mau aproveitamento dos recursos públicos em pesquisas que desenvolvam o estado, são vilões que hão de se fazer presentes. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Se a Cepaer hoje, um orgão de pesquisa que clama por visibilidade e atenção, sofre pelo abandono, pequenos produtores e sociedade civil ainda estão longe de desfrutar dos benefícios que a plenitude das pesquisas científicas venham lhe proporcionar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">É sobre esse quadro que se entende que governar não é construir estradas. Governar é construir pontes entre o conhecimento e o campo, entre o que se sabe e o que se aplica. Governar é construir cidadania.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Fonte da Foto: http://satelite.cptec.inpe.br/PCD/img/mapa_MS.jpg</span></p>
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