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Biocombustível: uma alternativa renovável

23/11/2009 às 07:05

Cultivo de novas matérias-primas para a produção de biocombustíveis pode ser o carro chefe da economia no Estado

 

Luisa Mas


Para os que pensam que o biocombustível só tem a ver com a cana-de-açúcar, é importante saber desde já que o poder dessa energia vai muito além do etanol. Essas alternativas renováveis são fontes derivadas de produtos agrícolas como plantas oleaginosas, biomassa florestal e outras fontes de matérias orgânicas como a mamona e a soja, relacionadas ao biodiesel. Podem ser também o resultado da fermentação do lixo, desenvolvendo o biogás. A verdade é que todo biocombustível é proveniente da biomassa, que é toda a energia que o ser vivo possui dentro de si.


Todos esses materiais biológicos – e até a fruta que se come – têm capacidade de gerar energia quando estão em combustão. Além de todas essas vantagens, os biocombustíveis são menos poluentes e biodegradáveis. A sua queima de carbono é neutra, ou seja, o que é lançado na atmosfera é a mesma quantidade que foi tirada pela planta no seu crescimento.


Mas para o superintendente de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia de MS e Professor Adjunto Departamento de Engenharia Elétrica da UFMS, João Onofre Pereira Pinto, as vantagens dessa alternativa não são boas só para a sociedade e o meio ambiente. “São boas também para o bolso de alguns empresários”, defende. João Onofre acredita que o assunto está sendo tratado com factualidade por envolver também questões econômicas. Para ele, quando se fala em energia, todos os assuntos estão relacionados a dinheiro.


No Brasil


O primeiro biocombustível desenvolvido no país foi o etanol. Desde os anos 70, o álcool etílico é utilizado como combustível. A produção é feita através da fermentação de plantas, que podem ser várias, como a cana-de-açúcar, que é utilizada mais no Brasil, o milho, recorde nos Estados Unidos, e a beterraba, comum na França. Mas a garantia de eficiência está com a cana-de-açúcar, que joga em torno de 90% menos poluentes na atmosfera do que o petróleo. Já o etanol produzido com milho emite em torno de 14% menos poluentes.


Alternativas


O óleo virgem derivado de algumas espécies de plantas, o biodiesel, apresenta boas vantagens em relação ao petróleo, pois pode substituir quase todos os derivados desse produto sem modificar os motores. Por ser naturalmente menos poluente, é seguro para armazenar e transportar porque é biodegradável, não-tóxico e não explosivo.


As plantas mais utilizadas atualmente para produção do biodiesel são a soja, a colza, o pinhão manso, mamona, dendê, girassol e macaúba. As mais produtivas são o dendê e a macaúba – típica do litoral brasileiro. A soja é a mais utilizada nos EUA, onde também é comum misturar com restos de óleos usados para fritura. Na União Européia a colza é a principal planta estudada e plantada para este fim. Existem outras muito produtivas, como a castanha do Pará, o coco e a copaíba, porém outros derivados seus são mais interessantes economicamente.


A Produção

A partir do Decreto 5.488, que foi publicado em 20 de maio de 2005 e que regulamenta a lei 11.097 – janeiro/2005, o governo brasileiro passou a estimular a produção e a comercialização do biodiesel. Esta lei dispõe sobre a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira (toda a energia disponibilizada para ser transformada, distribuída e consumida nos processos produtivos) Inicialmente, a proporção autorizada foi de 2% do diesel comum em 2008, 5% até 2013, e hoje já é pensado em 20%.

Fonte da foto:

http://www.cpatrading.com.br/site/files/2009/02/624bee2a732a0d4f506b3771a8a61f88/noticia_2009-02-16.jpg


 

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