Ciência e Notícia

Universidade Federal de MS

A poluição do ar na produção de biocombustiveis

29/06/2009 às 07:19

No Brasil apenas 25% da produção de cana de açúcar tem sua colheita mecanizada. Nos outros 75% o trabalho é manual. Assim é necessário fazer a queimada da cana, para que os cortadores consigam fazer a colheita.

Essa prática é extremamente maléfica para os trabalhadores e para aqueles que moram na região afirma a engenheira química Sônia Hess. Em um estudo, a pesquisadora identificou que a queimada da cana resulta na formação de substâncias potencialmente tóxicas, tais como monóxido de carbono, amônia e metano, entre outros, sendo que o material fino, contendo partículas menores ou iguais a 10 micrometros, são partículas inaláveis. 94% dessas partículas são finas e ultrafinas, ou seja, partículas que atingem as porções mais profundas do sistema respiratório e são responsáveis pelo desencadeamento de doenças graves.

A pesquisa conclui que a prática da queima da cana-de-açúcar expõe a população e os trabalhadores a riscos severos de adoecimento por problemas cardiovasculares. Em cidades pesquisadas foi constatado o aumento de internações nos hospitais com esses sintomas. Para Sônia a única alternativa é a mecanização da colheita, proibindo a queima da cana.

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