
Recursos Hídricos: O mais desejado por todas as nações03/08/2009 às 08:05Revitalizações são feitas para preservar as águas da cidade
Gisleine Rodrigues No Brasil vários órgãos estão hoje regulamentados para gerir os recursos hídricos, de secretarias a comitês de bacias hidrográficas e agências de águas, medidas necessárias para proteger esse patrimônio. Uma pesquisa feita pela Gerência de Estudos e Saneamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comprovou que o Brasil tem um potencial hídrico que corresponde a 53% do total da América do Sul e 15% em termos mundiais. Quando observada a distribuição desses recursos, vemos 70% para o Norte (foco na região amazônica), 12% para o Sul e Sudeste (maiores consumidores de água do país) e 3% para o Nordeste (sofre com a escassez). O destaque fica por conta da região Centro-Oeste, onde está localizado Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul. Privilegiada por não sofrer com a escassez e por não ter o maior contingente de consumidores de água, essa região detém 15% da reserva nacional. O Estado de MS é considerado o segundo maior potencial hídrico do Brasil, pois o maior manancial subterrâneo de água doce do mundo, o Aqüífero Guarani, atravessa cerca de 70% de seu subsolo. 840 mil km² de um total de 1,2 milhões de km2 de toda reserva fica no Brasil e, desses, aproximadamente 213 mil km2 estão no Mato Grosso do Sul. O Perfil Socioeconômico 2008-2009 produzido pelo governo municipal, atualiza as informações sobre os aspectos físicos-biológicos do município, e descreve a hidrografia da seguinte forma: Campo Grande está localizado predominantemente na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, na Sub-bacia do Rio Pardo. Mas uma pequena parte, a Noroeste da cidade, se situa na Bacia do Rio Paraguai, onde se encontram os córregos Mateira, Ceroula e Angico. O principal curso d’água do município é o Rio Anhanduí. Seus afluentes são: rio Anhanduízinho, Anhanduí, Lajeado, Lajeadinho, Imbirussú, Pouso Alegre, Do Engano, Mangue, Lagoa, Lagoinha, Estiva, Limpo, Da Areia, Arame e Fortaleza, além dos córregos Guariroba, Água Turva, Estaca e Ribeirão das Botas, os quais são tributários (afluentes) da sub-bacia do Rio Pardo, que por sua vez é afluente do Rio Paraná. Para abastecer Campo Grande dois tipos de captação de água são utilizados. A primeira captação é superficial e feita por dois córregos, Guariroba e Lajeado, responsáveis por 70% do abastecimento da cidade, e os outros 30 % correspondem à segunda captação, subterrânea, são 94 poços de captação para completar o abastecimento da cidade. Em termos de potencial hídrico subterrâneo, a capital sul-mato-grossense possui três fontes, associadas a três formações geológicas diferentes. A primeira e mais superficial, localiza-se à oeste da cidade, está relacionada aos arenitos do Grupo Bauru. A segunda está associada às rochas da Formação Serra Geral, encontra-se parcialmente sobreposta pela formação anterior. A terceira e última, num nível mais profundo, contém as rochas da Formação Botucatu. Essa devido às características de suas rochas e por ser a maior de todas em área, abriga o maior aqüífero subterrâneo da América do Sul, o Aqüífero Guarani. Por causa dessa reserva subterrânea de água potável, o município é bem servido desde o abastecimento doméstico ao uso industrial. Medidas de proteção Para manutenção desses recursos hídricos, revitalizações são feitas nos mananciais de Campo Grande. O trabalho de restauração e manutenção da qualidade das águas da cidade, como explica o especialista nos Recursos Hídricos da capital, o arquiteto Antônio Carlos Sampaio, é feito por meio de planejamento para a limpeza das águas e retirada de ocupação irregular das margens dos córregos, tiram-se as favelas e criam-se áreas de lazer. Além da arborização, contam também com um trabalho contínuo por meio de palestras nas escolas, distribuição de panfletos aos moradores do entorno desses mananciais, mas o caminho da educação ambiental, que ensina a população a preservar o meio ambiente e manter sua água limpa, ainda é custoso. Esse processo de revitalização está em andamento nos córregos Cabaça, parte do Lagoa, Segredo e Imbirussú. Já concluídos estão os projetos dos córregos Buriti, Bandeira, Sóter, Prosa e Vendas. Além dos córregos, também passaram por processo de revitalização a única Lagoa presente no perímetro urbano de Campo Grande, a Lagoa Itatiaia e o Lago do Amor, com restaurações concluídas, respectivamente, em 2003 e 2006. (para conhecer a hidrografia da cidade acesse www.pmcg.ms.gov.br/CIDADEVIVA) Sampaio acrescenta que cuidar da água, patrimônio de todos, é não desperdiçar, não jogar lixo ou produtos químicos a céu aberto, é trabalhar em conjunto para melhorar. Fonte da Foto: www.pantanalecoturismo.tur.br/fotos/noticias/exp_792_0.jpg |