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A escolha correta do colchão influencia a qualidade do sono

28/09/2009 às 07:20

Colchão de solteiro


Maurício Nascimento

Quem não se lembra da música de Gilliard, sucesso nos anos 80? Nela a pulga e o percevejo incomodavam alguém tentando dormir, mas além dos insetos, um colchão velho pode trazer mais problemas do que você pensa.

Ao acordar, você sente dor nas costas e no pescoço, passa boa parte do dia bocejando e logo de manhã parece que não dormiu nada? Deve ter passado da hora de trocar o seu colchão!

A Bióloga Larissa Fabris não tem distúrbios de sono, mas conta que seu colchão que já deve ter uns 10 anos e está com algumas partes mais finas, já não está garantindo boas noites de sono. “Às vezes acordo com dores nas costas”, conta.

Já a mãe de Larissa, Bárbara Regina, sofre de Apnéia. “Eu chego a acordar quatro vezes por noite”, lamenta a dona de casa, que por não dormir direito passa o dia inteiro sonolenta. Ela conta que a troca do colchão alguns meses atrás, colaborou para que dormisse melhor.

Coluna da saúde

O reumatologista José Knoplich, autor do livro “Viva bem com a coluna que você tem”, fala um pouco da importância de um colchão adequado para a qualidade de vida de uma pessoa: “Nós passamos um terço da vida dormindo. Isso significa que o modo de dormir, onde dormir e a forma do sono têm importância fundamental” alerta o médico.

Segundo ele, o bom colchão é aquele que se adapta bem ao corpo. “O colchão ideal deve sustentar todas as partes do corpo de uma forma confortável durante o período de sono, mantendo a postura correta da coluna, adequando relaxamento muscular, circulação sanguínea e transpiração” ensina.

O médico explica que o colchão não deve ser muito duro, porque exerce pressão sobre a pele e os músculos prejudicando a circulação do sangue, causando cãibras e formigamento. Também não pode ser muito mole. Pois, embora seja confortável logo que se deita nele, o colchão não sustenta, no decorrer do sono, os músculos que suportam a coluna, comprimindo-os de um lado e distendendo-os do outro.

É difícil achar o colchão certo?

Em Campo Grande – MS, um empresário resolveu investir neste mercado. A sua fábrica produz colchões exclusivos e sob medida para cada cliente.

Luiz Mário Magi trabalha nesse mercado há mais de 20 anos e conta que já foi funcionário de grandes e conhecidas empresas, mas a produção industrial em série, não é capaz de oferecer um perfeito conforto a todos os clientes.

“Se você tem 1 metro e 80 centímetros e pesa 90 quilos, seu colchão não é o mesmo que serve para quem tem 1 metro e 60 centímetros e pesa 50 quilos”, argumenta Luiz.

O empresário oferece a possibilidade de montar colchões ao gosto de seus clientes. “Para casais com biotipos muito diferentes é possível até fazer um colchão metade de um jeito e metade de outro”. Luiz Mário diz que o melhor colchão é aquele que você acorda bem, por isso ele sempre conversa com o cliente até encontrar o melhor produto para ele.

Consequências

Segundo pesquisa do reumatologista José Knoplich, quem dorme mal, come mais e engorda; durante o dia, tem sonolência; apresenta problemas de memória e tem dificuldades de atenção. Tudo isso junto leva à depressão. Quando começam as dores nas costas, ela passa a apresentar cansaço e fadiga. Não tem disposição para realizar suas atividades rotineiras, entrando em um circulo vicioso que afeta sua qualidade de vida.

O médico conclui: “Se a pessoa dorme num colchão adequado, ela não apresenta dores nas costas. Ela acorda com as energias física e psíquica repostas e a musculatura recuperada e relaxada. Tem disposição para o trabalho e para fazer ginástica”.

Por isso na hora de comprar um colchão pesquise muito bem, escolha um produto adequado a você e tenha bons sonhos.

Fonte da foto: http://www.aimmesasecadeiras.com.br/os22/images/colchao_solteiro.gif

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