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Conheça a Hepatite B

23/08/2010 às 07:00

 
 

 

 


 

Jovana Somensi

O que é?

É uma inflamação do fígado causada pelo vírus HBV.

Como se adquire?

Transfusões de sangue foram a principal via de transmissão da doença, circunstância que se tornou rara com a obrigatória testagem laboratorial dos doadores a partir de 1991. Atualmente, o uso compartilhado de seringas, agulhas e outros instrumentos entre usuários de drogas, assim como relações sexuais sem preservativo (camisinha) são as formas mais preocupantes de contaminação na população.

O contato acidental de sangue ou secreções corporais contaminadas pelo vírus, com mucosa ou pele com lesões também transmitem a doença.

Gestantes contaminadas podem transmitir a doença para os bebês, sendo o parto o principal momento de risco, o que pode ser minimizado pelo médico através de tratamento adequado.

O que se sente e como se desenvolve?

Os sintomas que podem aparecer são mal-estar generalizado, dores de cabeça e no corpo, cansaço fácil, falta de apetite, febre, coloração amarelada das mucosas e da pele (icterícia), coceira no corpo, urina escura, fezes muito claras. Entretanto, como todas as outras Hepatites, pode ser assintomática.

Ao final de 10 ou 15 dias os sintomas gerais diminuem e a resolução da doença acontece em mais de 95% dos casos.

A forma clínica, chamada de fulminante, com mortalidade de até 60%, ocorre em menos de 1% dos pacientes que adquirem o vírus. Após a fase aguda, que pode passar despercebida, 1 a 5% dos adultos não se curam da infecção e ficam com Hepatite crônica. Desses, 25 a 40% podem desenvolver cirrose e câncer de fígado ao longo de décadas. Em crianças, o risco de a doença tornar-se crônica é bem maior, cerca de 50%, chegando a 90% em recém-nascidos.

O risco de doença crônica com má evolução é maior em quem ingere bebidas alcoólicas frequentemente, em bebês que adquirem a doença no parto e em pessoas com baixa imunidade (pacientes com AIDS ou pacientes em quimioterapia ou radioterapia, por exemplo).

Como se trata?

A Hepatite B aguda não requer tratamento medicamentoso específico. Remédios para náuseas, vômitos e coceira, bem como administração endovenosa de líquidos podem ser usados quando esses sintomas se manifestam.

O repouso no leito não precisa ser exigido uma vez que não afeta a evolução para Hepatite crônica ou fulminante. A ingestão de álcool em qualquer quantidade é proibida.

O uso de qualquer medicamento deve ser avaliado pelo médico, já que muitos necessitam de um bom funcionamento do fígado para seu desempenho. A forma fulminante da Hepatite aguda exige cuidados intensivos em hospital, podendo necessitar de transplante hepático de urgência.

Como se previne?

As vacinas para Hepatite B devem ser aplicadas em todos os recém-nascidos já nos primeiros meses de vida. Adultos não vacinados e que não tiveram a doença também podem ser vacinados. A vacina é especialmente recomendada a profissionais da área da saúde, aos portadores do vírus C, alcoolistas e indivíduos com outras doenças hepáticas.

Pessoas que tiveram exposição conhecida ao vírus (relação sexual com indivíduo contaminado, acidente com agulha, por exemplo) devem receber uma espécie de soro (gamaglobulina) nos primeiros dias após o contato, o que pode diminuir a chance ou, pelo menos, a intensidade da doença. Recém-nascidos de mães com Hepatite B devem receber gamaglobulina específica e vacina imediatamente após o parto para diminuir o risco desenvolver a doença.

Fonte da Foto: http://br.monografias.com/trabalhos3/curso-de-biomedicina/Image12580.gif

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