
Transformando energia natural em eletricidade06/07/2009 às 16:23![]() O Conversor Elétrico desenvolvido na UFMS Jovana Somensi O Governo Federal anunciou neste mês de maio a concretização das metas do programa “Luz para Todos”. A demanda é para dez milhões de brasileiros que não possuíam energia elétrica nas residências. Enquanto isso a Agência Nacional de Energia Elétrica, ANEEL, estabelece obrigações e contratos, com as concessionárias do serviço público de distribuição de energia, com o objetivo de combater o desperdício. O uso de Placas Solares colabora com a economia de energia elétrica em residências, devido ao grande uso no aquecimento de água. No entanto, não resolve o problema em empresas ou instituições de ensino, por exemplo. Isso porque as placas somente aquecem, não geram energia. “Há um reservatório de água nessas residências, como uma garrafa térmica grande, e você economiza energia elétrica ao invés de usar o chuveiro elétrico. Há somente a vantagem de reduzir a conta de energia.”, explica o engenheiro eletricista Luigi Galotto Junior. Luigi indicou o passo à frente que a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul deu em relação às placas de aquecimento. O Laboratório de Inteligência Artificial, Eletrônica de Potência e Eletrônica Digital (Batlab) desenvolveu um Conversor Elétrico chamado de Inversor de Freqüência, que serve para converter energias naturais em elétrica. O projeto nasceu da iniciativa de uma empresa de navegação para possuir energia elétrica em embarcações. Os geradores desses navios necessitam de um conversor para ligar aparelhos elétricos, como computadores, por exemplo. Como a sua casa pode ser beneficiada A energia elétrica usada para ligar uma geladeira, um liquidificador ou uma televisão pode vir de várias fontes, desde usinas termonucleares até a que mais utilizamos no Brasil, a hidrelétrica. Tanto uma como outra produzem impacto sobre o meio ambiente, seja pelo uso exagerado das águas, ou produção de lixo tóxico. Em tempos de consciência sustentável, o uso de fontes renováveis é a solução mais buscada. O Conversor desenvolvido pelo Batlab faz exatamente esse processo: consegue transformar a energia recebida de uma fonte natural, como luz e ventos, em elétrica. “Ele não foi construído para converter essas energias, mas se você ligá-lo para convertê-las, ele pode também. Tanto que nós iremos usá-lo aqui na UFMS, nos próximos prédios”, elucida Luigi. Porque é avançado No Brasil já existem outros conversores de energia, que são usados para transformar energias fotovoltaicas (que vêm da luz do sol) ou eólica (que vêm do vento). A vantagem do aparelho fabricado pela UFMS é a qualidade da energia gerada: “Você pode com esses outros conversores ligar uma televisão, por exemplo, mas a imagem vai ser distorcida. Há muita poluição elétrica. A qualidade do nosso é muito superior”, defende Luigi. ![]() A tecnologia permite transformar luz em alimentação de aparelhos elétricos Além da melhoria potencial, em relação às primeiras iniciativas do gênero no país, o custo para fabricação, embora não sendo tão baixo, aponta para uma qualidade exponencialmente superior. Luigi calcula que, hoje, o conversor da UFMS custaria cerca de quatro mil reais. “O custo, apesar de tudo, não é tão baixo. Mas a confiabilidade é bem grande. Não depende da gente o preço, e, sim dos produtores de componentes eletrônicos, que são grandes empresas”, explica o engenheiro. O que os outros pensam sobre a economia Quando fala em banhos quentes, o engenheiro mecatrônico e coordenador da “Cidades Solares”, Carlos Farias afirma que a maior parte do valor gasto em energia em uma residência vem do aquecimento da água. A solução atual mais barata e imediata, e que vem crescendo, é o uso de placas solares de aquecimento. “Os aquecedores aumentam o preço de cada habitação entre 3% e 4%, mas a economia da conta de energia será de cerca de 30% a 40% por mês”, calcula o engenheiro em entrevista para o site Planeta Sustentável. |