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	<title>Ciência e Notícia &#187; Ciências Agrárias</title>
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		<title>As Flores e Frutos da pesquisa no Estado</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Botânica]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cepaer]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
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		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Os estudos da Cepaer criam reservas de ervas medicinais e melhoria na produção de mudas de frutos do cerrado





Kaká Fernandez 


Quem visita o Cepaer, na saída pra Rochedo, no km 10 da MS 080, pode encontrar em meio aos lotes do horto de plantas medicinais, ou nos viveiros de mudas de guavira, a pesquisadora Ana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;"><span style="font-size: small;">Os estudos da Cepaer criam reservas de ervas medicinais e melhoria na produção de mudas de frutos do cerrado</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;"><span style="font-size: small;"><br />
</span></span></em></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/09/FlorGuavira.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1505" title="FlorGuavira" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/09/FlorGuavira.jpg" alt="Abelha poliniza uma flor de guavira" width="213" height="320" /></a></h1>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;"><br />
</span></span></span></h1>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;">Kaká Fernandez </span></span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;"><br />
</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Quem visita o Cepaer, na saída pra Rochedo, no km 10 da MS 080, pode encontrar em meio aos lotes do horto de plantas medicinais, ou nos viveiros de mudas de guavira, a pesquisadora Ana Cristina Ajalla. Com mestrado, e agora doutoranda em Produção vegetal pela UFGD, formada como Engenharia Agrônoma pela UFMS de Dourados – hoje UFGD, a pesquisadora simpática no trato e enfática quando o assunto é pesquisa de extensão rural, fala sobre ervas bioativas e a pesquisa com a guavira, fruto do cerrado que pode vir a ser produzida em larga escala para comercialização.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Da família <em>Tropaeolaceae</em>, a capuchinha ou agrião-do-méxico, é uma planta rasteira, que dá flores e frutos comestíveis. Os frutos, bastante apreciados pelas maritacas, e as flores preparadas em saladas um tanto exóticas. O nome agrião-do-méxico não é à toa, o sabor da flor assemelha-se muito ao do vegetal.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>A propriedades dessa planta foram o objeto de estudo de Ana Ajalla. Em parceria com a UFGD, com recursos do MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, a pesquisa tem por objetivo a identificação das plantas medicinais, do nome científico e dos seus princípios ativos. <em>“A pessoas falam que tal planta é bom para tal doença, mas muitas vezes a planta é da mesma família mas não é a que tem o princípio ativo”</em>, diz a pesquisadora. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Para tanto a pesquisa disponibiliza não apenas os resultados dos objetos, mas também serve como reserva viva de espécies de plantas tidas como medicinais. Devido ao extrativismo das diversas plantas popularmente usadas como remédios naturais, muitas delas encontram-se bastante diminuídas na natureza.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Portanto, essa reserva, junto a capacitação de pequenos produtores, pode fazer com que haja a diminuição do extrativismo e o começo de uma produção dessas plantas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A capuchinha, objeto principal dessa pesquisa, já teve suas propriedades divulgadas em congressos científicos. Dentre as propriedades destacam-se o que a pesquisadora chama de Bioativas ou nutracêuticas, ou seja, de alimentos funcionais para a saúde. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A planta pode ter colheita de duas florações por semana, ainda tem vitamina C e carotenóides, que são ótimos antioxidantes e lipossolúveis, ou seja, solúveis em gordura, além de ser de fácil cultivo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A Guavira</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Árvore frondosa, a guavira ou gariroba, é uma fruta de sabor adocicado, que se espalhava por todo o cerrado. Com o aumento da derrubada para a pastagem, grande parte das reservas dessa planta nativa foi extinta. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Para fomentar a cultura desse fruto e os fins comerciais, é que Ana Cristina desenvolve a pesquisa com a produção de mudas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A <em>Campomanesia</em>, nome científico da família a qual pertence as diversas espécies de guavira, tem propriedades antioxidantes, antidiarréicas e vitamina C, além de um sabor peculiar e adocicado, que faz com que seja utilizada na produção de doces ou na apreciação do fruto <em>in natura. </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa das mudas tem por objetivo avaliar a espécie com melhor potencial produtivo. Coletadas em diversos pontos do Estado – Jaraguari, Ponta Porã, Bonito Campo Grande e Aquidauana – as sementes deram origem à formação de mudas com a utilização de diversos substratos e diversificação de luminosidade. Constatou-se que a muda prefere menos material orgânico – ou seja adubo – terra mais ácida e mais sombra. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Em uma segunda fase da pesquisa, será analisada a procedência das mudas que renderam melhor, a diferenciação no desenvolvimento das plantas da mesma espécie, ou o campo de variabilidade genética. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa é desenvolvida pelo pesquisador do órgão Edmilson Volpe em parceria com a professora da UFGD Maria do Caro Vieira.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Fonte da Foto: </span></p>
<p><span style="font-size: 8pt; color: black; font-family: Verdana; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';">http://1.bp.blogspot.com/_4L_S5Os_BT8/SS17CoKDEVI/AAAAAAAAAsM/bIlB3fmj7FA/s320/GuaviraCampomanFlorAbelhaPrata_20080909_008.jpg</span></p>
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		<title>Alternativas de agronegócios para o pequeno produtor rural</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:10:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[AGRAER]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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		<description><![CDATA[
José Carlos Prado
A AGRAER/CEPAER desenvolve pesquisas científicas que visam encontrar as melhores alternativas de uso da terra e produtos mais adequados à economia rural do estado, tanto em facilidade de manejo/trabalho quanto em produtividade e lucros, de forma a garantir boa rentabilidade ao homem do campo, tornando a atividade rural atrativa em sua execução e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-950" title="agraer1" src="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/agraer1.jpg" alt="agraer1" width="128" height="96" /></span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">José Carlos Prado</span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A AGRAER/CEPAER desenvolve pesquisas científicas que visam encontrar as melhores alternativas de uso da terra e produtos mais adequados à economia rural do estado, tanto em facilidade de manejo/trabalho quanto em produtividade e lucros, de forma a garantir boa rentabilidade ao homem do campo, tornando a atividade rural atrativa em sua execução e prazerosa em seus resultados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;"> </span>O pesquisador Antônio Morcelli tem atuado como articulador do intercâmbio de processos e trabalhos de pesquisas desenvolvidas pela AGRAER e Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, principalmente na busca recursos financeiros que financiem a criação de pólos de culturas de variedades oleaginosas adequadas à produção de biodiesel. </span></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Verdana;">O objetivo final é o desenvolvimento de alternativas de agronegócios que sustentem o pequeno produtor rural no campo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Os trabalhos já têm sido desenvolvidos em alguns assentamentos rurais como os de Itaquiraí, da Fazenda Itamarati, e Sidrolândia. Também alguns produtores rurais tradicionais – remanescentes dos assentamentos colonizadores da época de Getúlio Vargas, na década de 40, do século passado – na região de Fátima do Sul. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Diversidade genética</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">As variedades que estão sendo pesquisadas, atualmente, são a canola, o crâmbi e o nabo forrageiro (todos da família <em style="mso-bidi-font-style: normal;">brassica oleracea, </em>como a couve e o repolho). Outras duas pesquisas são com o cártamo (da mesma família do girassol) e o popular amendoim. Porém, a variedade campeã em tempo de experimentação científica é o pinhão-manso, uma “irmã” da mamona. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Há oito anos desenvolvendo estudos com a variedade, apenas nos últimos quatro anos o pesquisador tem alcançado resultados satisfatórios quanto aos níveis de excelência pretendidos. A dificuldade maior é que já não existe variedade pura, para dela se partir para os cruzamentos. Todas as amostras conhecidas, segundo Morcelli, são produtos de miscigenação (heterose). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Porém, pelos resultados já alcançados, sabe-se que o pinhão-manso é bom para a produção de biodiesel, além de fornecer, como subprodutos, uma “torta” que pode ser tratada para entrar na composição de ração para animais, ou, ainda, ser usada como adubo orgânico.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Morcelli lamenta que grande parte das dificuldades que encontra é em relação à área que cada família dispõe para a aplicação do projeto, já que os módulos agrários medem entre sete e, no máximo, 30 hectares. Subtraindo as parcelas destinadas a moradia e criações de animais domésticos (aves, suínos, etc.), mais as reservas, sobra muito pouco terreno para viabilizar uma exploração perene e lucrativa. De acordo com o que percebe na sua lida com o pequeno agricultor, este só permanecerá no campo se sua atividade alcançar a melhoria do padrão de vida, para si e para seus familiares. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A voz dos produtores</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ouvindo produtores rurais dos assentamentos, confirma-se a distância entre a teoria e a prática nessa questão de apoio dos governos e seus órgãos de fomento da pesquisa e desenvolvimento rural e, por extensão, ao pequeno produtor. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Enquanto os pesquisadores, como Morcelli, se desdobram em “frentes de batalhas” para garantir recursos que viabilizem a continuação dos estudos e o estabelecimento do projeto, na prática, lá no campo, aqueles que seriam os beneficiários primeiros e diretos desses avanços científicos permanecem alheios a isso, sobrevivendo com a chamada agricultura de subsistência. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;"> </span>João, um assentado de Sidrolândia, declara, sem rodeios: <span style="mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;">“Não tem projeto nenhum não! A gente não tem assistência técnica. No papel a gente sabe de muitos projetos, de muitas ações do governo. Na prática, não conheço nenhuma.” </span>Plantador de quiabo, reclama que tudo é muito difícil, pois não recebeu apoio oficial nenhum depois que tomou posse do seu lote agrário. Outros trabalhadores assentados, que não quiseram dizer seus nomes, fizeram as mesmas críticas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Especificamente, sobre projetos de desenvolvimento de plantio de oleaginosas para a produção de biodiesel, disse desconhecer qualquer conversa sobre o isso, no assentamento. E que, do seu lote de 12 hectares, só sobram nove para plantar. “Só se for consorciado com os vizinhos, para valer à pena”, justifica. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-weight: bold;">“Aliás, lá do outro lado, tem uns trinta companheiro, que se ajuntaro pra prantá cana pra usina. Tão com duas safra coída e entregue, mas num recebero nada ainda”(sic),</span></em><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-weight: bold;"> esbraveja, o assentado de Sidrolândia, em seu linguajar simples.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;"> </span>Ainda o “seu” João usa esse exemplo do plantio da cana para condenar a falta de apoio oficial na hora de o agricultor familiar vender sua produção ao mercado. Conforme sua informação, todo sistema de comercialização é manipulado pelo atravessador que se coloca entre o produtor e as centrais de comercialização. E, que esse personagem indesejado fica com 40% do preço da mercadoria. <em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">“De cada dez, eu só recebo seis”</span></em><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">, conclui. </span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desenvolvimento da cultura de mandioca no estado de Mato Grosso do Sul</title>
		<link>http://www.cienciaenoticia.com.br/geral/ciencias-agrarias/955/955</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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Kaká Fernandez
Popularmente os moradores de Campo Grande são chamados de “comedores de mandioca”. Não se sabe ao certo de onde surgiu a expressão para intitular os habitantes da Cidade Morena, mas há de se convir, a mandioca aqui é realmente muito apreciada.
Da família Monihot, a mandioca, macaxeira ou aipim é muito cultivada no oeste brasileiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/09/mandioca.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1509" title="Plantação de mandioca" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/09/mandioca.jpg" alt="Plantação de mandioca" width="416" height="461" /></a></h1>
<p><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;"><br />
</span></span></span></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;">Kaká Fernandez</span></span></span></h1>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Popularmente os moradores de Campo Grande são chamados de “comedores de mandioca”. Não se sabe ao certo de onde surgiu a expressão para intitular os habitantes da Cidade Morena, mas há de se convir, a mandioca aqui é realmente muito apreciada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Da família <em>Monihot</em>, a mandioca, macaxeira ou aipim é muito cultivada no oeste brasileiro, mais precisamente o sul da Amazônia, pantanal e cerrado, mas já na chegada dos colonizadores portugueses a mandioca era consumida até na região da Mesoamérica, que compreende México e Guatemala.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Das diversas variedades da planta, dividem-se em dois grupos, comumente chamados de mandioca-doce e mandioca-brava. Desses, a doce ou de mesa é a consumida na alimentação, feita cozida ou frita, já a brava ou industrial é utilizada no preparo das farinhas de mandioca. Base alimentar de diversas culturas, espalhada por todo o mundo e em especial pela África, a mandioca é uma iguaria bastante consumida no estado de MS.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Pensando no aprimoramento da plantação, comercialização e consumo da raiz, na Cepaer (Centro de Capacitação e Pesquisa), órgão da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural – MS) o pesquisador Adair de Oliveira, mestre em Fitotecnia pela UNESP, desenvolve há um ano, a pesquisa em Produção e Tecnologia de sementes, plantas de cobertura e mand<span style="color: black;">ioca.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa é desenvolvida com recursos do CNPq e alguns oriundos do PAC &#8211; Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico &amp; Programa de Aceleração do Crescimento respectivamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Desenvolvida nas cidades de Anastácio, Bonito, Ivinhema e Campo Grande, a pesquisa atende, segundo Oliveira, as necessidades do produtor rural. Além de pesquisar o aprimoramento das mandiocas de mesa e industrial (a segunda já com resultados para produção de farinha).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa ainda busca relacionar o manejo da mandioca e consórcio com adubos verdes (plantas como o feijão guandu, a mucunha preta e o feijão de porco) e a cobertura para recuperação e fixação do nitrogênio no solo, melhorando a sua capacidade de receber novas plantações.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Além disso, faz o monitoramento da mosca branca, praga que, oriunda do feijão, passou a atacar também a mandioca. A Pesquisa é desenvolvida em conjunto com os pesquisadores Dra. Mariana Zatarini e Izaías de Oliveira, este lotado <span style="color: black;">em Anastácio. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: red; font-family: Verdana;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span><strong><span style="font-family: Verdana;">Aqui plantando, tudo dá – a não ser Recursos e Comunicação</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Apesar dos recursos, segundo Adair de Oliveira, muito escassos, faltam ainda outros pontos importantes para o aprimoramento não só desta como de outras pesquisas de extensão rural. Adair destaca que houve um decréscimo na produção, decorrente das diversas mudanças no orgão, com os mandatos dos diversos governos estaduais – primeiramente Empaer, passou a ser Idaterra e agora Agraer – causando uma descontinuidade dos trabalhos e com isso uma diminuição na capacidade de produção. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Oliveira diz ainda, que apesar de as pesquisas obterem resultados atrativos e aumento da produção e comercialização de diversos produtos, a falta de um grupo de comunicação científica lotado no próprio orgão dificulta, até mesmo impossibilita, a publicação e divulgação das pesquisas para a sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Essa dificuldade se dá, também, pela falta de recursos para<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>concursos na área específica de comunicação. Além disso, a escassez de investimentos impede a contratação de comunicadores nos editais de pesquisa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ainda com todos esses problemas, a pesquisa da produção de mandioca deve dar frutos muito em breve. Frutos, ou melhor, raízes, que chegarão ao prato dos comedores de mandioca. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Fonte da foto: http://www.iac.sp.gov.br/UniPesquisa/Horticultura/Imagens/mandioca.jpg</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Equipamento ajuda a extrair a castanha do Baru</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 11:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Agrícola]]></category>
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		<category><![CDATA[Cepaer]]></category>
		<category><![CDATA[Cumbaru]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[O fruto também conhecido como Cumbaru, tem um alto valor nutricional e começa a ser explorado no interior do Estado
 
 
 



 
Renan Kubota
A Cepaer (Centro de Capacitação e Pesquisa), órgão ligado à Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), está desenvolvendo pesquisa sobre técnicas para processar o baru no assentamento São Manuel, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-weight: normal; font-size: 12pt; font-family: Verdana; mso-bidi-font-style: italic;">O fruto também conhecido como Cumbaru, tem um alto valor nutricional e começa a ser explorado no interior do Estado</span></em></p>
<div><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana;"><strong> </strong></span></div>
<div><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana;"><strong> </strong></span></div>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana;"><strong> </strong></span></p>
<p><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/Cumbaru.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1511" title="Cumbaru" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/Cumbaru.jpg" alt="Castanha do Barú ou Cumbaru" width="450" height="338" /></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana;"><strong>Renan Kubota</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A Cepaer (Centro de Capacitação e Pesquisa), órgão ligado à Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), está desenvolvendo pesquisa sobre técnicas para processar o baru no assentamento São Manuel, localizado no município de Anastácio &#8211; MS.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Baru ou cumbaru, como é conhecido no Estado, é uma árvore frondosa que produz um fruto amarronzado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa, que é coordenada pelo pesquisador Arceley Lopes Bambil, recebe verbas federais oriundas do CNPQ e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">O projeto é de cunho participativo e tem como objetivo desenvolver equipamentos para separar a castanha da polpa e do endocarpo (região do fruto que protege a semente). A execução da pesquisa teve início em fevereiro deste ano. “Nestes primeiros meses estamos trabalhando a parte de organização, pois a <a href="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/?p=935" target="_blank">pesquisa participativa</a> exige que se faça um trabalho com a comunidade que se vai trabalhar, como por exemplo, uma série de reuniões, apresentação do projeto e obter a concordância da comunidade”. Explica Arceley.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Pesquisas participativas são mais eficientes por proporcionarem um maior engajamento do pesquisador com a realidade. De acordo com Bambil quando se desenvolve uma pesquisa tecnológica na Cepaer e aleva para o agricultor, o resultado pode não ser satisfatório, devido à diferença de realidade. Por isso ele prefere trabalhar com a anuência da comunidade aproveitando os conhecimentos da mesma. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Para dar início aos trabalhos, após a aprovação do CNPQ é assinado um contrato, na qual a comunidade participante se compromete com a pesquisa. Depois disso o órgão libera os recursos para colocar o projeto em prática “no nosso projeto trabalhamos com 25 agricultores e quatro pesquisadores”, diz Arceley. Esses pesquisadores esclarecem e orientam os agricultores, no controle de pragas, como se deve plantar, tempo de vida e reprodução das culturas.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: Verdana;">Tecnologia</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">O equipamento desenvolvido pelo pesquisador consiste em uma modificação de uma betoneira, que é um equipamento utilizado para misturar o concreto nas construções. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Segundo Arceley as principais alterações na máquina são o aumento da rotação do tambor e a instalação de uma superfície rugosa que seja capaz de lixar o fruto. “Os frutos são colocados na betoneira junto com água e são processados, separando a polpa do endocarpo”, explica. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Por enquanto essa mistura aquosa da polpa do baru é aproveitada como alimento para suínos, mas de acordo com o pesquisador “se construirmos uma betoneira de inox pode-se aproveitar a polpa do baru na alimentação humana”. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">No futuro, Arceley quer deixar de lado a betoneira e construir um aparelho, que utilize um tambor metálico. “Dessa forma o custo desse equipamento para processar o baru ficaria mais acessível”, esclarece </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Características nutricionais</span></span></strong></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">O baru é uma fruta típica do cerrado ele é marrom, de casca fina, com cerca de 5 cm de comprimento, produzido pelo baruzeiro nos meses de setembro a outubro. De acordo com estudo da bióloga da <span style="mso-bidi-font-size: 8.0pt;">Embrapa &#8211; Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados (CPAC),</span> Sueli Matiko Sano, (encontrado no site: </span><span style="font-family: Verdana;"><a href="http://www.scielo.br/pdf/%0D/pab/v34n4/8677.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/%0D/pab/v34n4/8677.pdf</a></span><span style="font-family: Times New Roman;">.), esse fruto envolve uma amêndoa dura e comestível, de sabor parecido com o do amendoim. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;">Diz a pesquisadora que o baru apresenta </span><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">uma multiplicidade de usos e em muitas propriedades do cerrado essas árvores são mantidas nas pastagens. Na época da seca, a polpa do fruto é consumida pelo gado bovino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">O baru possui alto teor de fibra é rica em açúcar, potássio, cobre e ferro e pode ser utilizada para ração. “A amêndoa,<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>apreciada como alimento humano, é rica em óleo insaturado, proteína, cálcio e fósforo, assemelhando-se ao amendoim”, relata a pesquisadora </span><span style="font-family: Verdana;">Sueli</span><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;">. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"><span style="font-size: small;">O fruto apresenta alto valor nutricional, com cerca de 26% de teor de proteínas, o que o coloca acima do coco-da-bahia em termos nutritivos. O baruzeiro pode chegar até 25 metros de altura, proporcionando amplas sombras. Sua madeira é resistente a fungos e tais características fazem dela alvo de grande procura para a construção. </span></span></p>
<div><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"> </span></div>
<p><span style="font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 9pt; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Fonte<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>da Foto:<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>http://segredosdocerrado.files.wordpress.com/2008/02/img_1923.jpg</span></p>
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		<title>Entenda a pesquisa Participante</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 11:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apesar de a pesquisa participante ser ainda pouco usada na Cepaer, ela não é nada recente, na verdade surgiu durante a década de 1960, quando a América Latina passava por mudanças estruturais, várias experiências nas áreas de educação e ciências sociais. 
 Para alguns pesquisadores mais recentes, como o doutor Carlos Brandão, atualmente professor do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Apesar de a pesquisa participante ser ainda pouco usada na Cepaer, ela não é nada recente, na verdade surgiu durante a década de 1960, quando a América Latina passava por mudanças estruturais, várias experiências nas áreas de educação e ciências sociais. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: red; font-family: Verdana;"> </span><span style="font-family: Verdana;">Para alguns pesquisadores mais recentes, como o doutor Carlos Brandão, atualmente professor do corpo docente do Doutorado em Ambiente e Sociedade da UNICAMP, o modo participante de se fazer pesquisa nada mais é do que uma investigação social, por meio do qual se busca plena participação da comunidade na análise de sua própria realidade e buscando seu benefício. </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os percalços da pesquisa rural em Mato Grosso do Sul</title>
		<link>http://www.cienciaenoticia.com.br/geral/ciencias-agrarias/927/os-percalcos-da-pesquisa-rural-em-mato-grosso-do-sul</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 11:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
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		<category><![CDATA[Interdisciplinar]]></category>
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		<description><![CDATA[ 



Kaká Fenandez


A pesquisa científica no Brasil, e especificamente em Mato Grosso do Sul já passou por diversas fases, do descaso total, da falta de investimento à pujança de resultados e aplicações. No caso da pesquisa rural no estado podemos destacar o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer Cepaer. 
Antes o antigo orgão Empaer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/mapa_MS.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1513" title="mapa_MS" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/mapa_MS.jpg" alt="Mapa de Mato Grosso do Sul" width="337" height="253" /></a></h1>
<p><span style="font-size: small;"><br />
</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="font-size: small;">Kaká Fenandez</span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="font-size: small;"><br />
</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">A pesquisa científica no Brasil, e especificamente em Mato Grosso do Sul já passou por diversas fases, do descaso total, da falta de investimento à pujança de resultados e aplicações. No caso da pesquisa rural no estado podemos destacar o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer Cepaer. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Antes o antigo orgão Empaer – depois Idaterra – era empresa pública. Os funcionários e pesquisadores podiam ser contratados sem a necessidade de concursos públicos, dessa maneira a diversidade e rapidez das pesquisas eram maiores. Com os diferentes governos estaduais, seus diversos enfrentamentos e com a desculpa de não haver mais funcionários contratados , apenas concursados nos diversos órgãos do estado, essa rapidez foi perdida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">A Agraer, e mais especificamente a Cepaer passa hoje por dificuldades na continuidade de suas atividades. A falta de mão-de-obra braçal e de recursos torna cada vez mais dificultosas as pesquisas, que tem por objetivo ajudar na economia do estado através do crescimento do pequeno produtor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Com o lema “Governar é construir estradas”, o presidente Washington Luís, apesar de ridicularizado por seus contemporâneos, deixou um legado para as futuros governantes. Seguido à risca muitas vezes por vários governos, não por vontade de integrar as cercanias, mas por saber que estradas e ruas são um ótimo cabo eleitoreiro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Já para Ari Fialho, pesquisador da Cepar, com mestrado em Física dos Solos, com seu projeto de Manejo de Águas Pluviais, ou seja a conservação do solo e das águas, a história é outra. Com ênfase no manejo da água em vias rurais, tanto para conservar as estradas como para o final aproveitamento da água da chuva, Fialho desenvolve esse projeto há 15 anos, mas somente há cinco está conseguindo implantá-lo dentro do próprio órgão onde é lotado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Ari destaca que a dificuldade está na mudança da mentalidade de quem manda. Enquanto que construir vias belas nas regiões urbanas atrai votos, conservar as vias rurais e os recursos naturais, não. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Um exemplo dos prejuízos causados por essas mentalidades, são a escassez de água, por um lado e as enchentes em grandes centros urbanos, por outro, também já experimentada na Capital Morena há alguns anos. Em Nova York, esse problema foi sanado com uma solução inteligente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Uma bacia hidrográfica, cerca de 200km da cidade, serve hoje de fonte de abastecimento da região, sem que com isso se diminua a vazão de seus leitos ou a qualidade da água. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Para tanto governo e proprietários rurais de terrenos lindeiros – vizinhos &#8211; à bacia entraram em um acordo, no qual em troca de incentivos financeiros por parte do governos, os proprietários se utilizariam de forma sustentável da bacia, podendo ela assim servir de fonte de água para a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Big Apple</em>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Fialho tenta há anos uma parceria com o governo para o aprimoramento dessa iniciativa aqui no estado. Em vão. Enquanto as diferenças políticas, os pretextos eleitoreiros e o descaso com os recursos naturais e hídricos forem adiante, não se pode vislumbrar iniciativas que saiam do campo da pesquisa para o campo do aproveitamento humano. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Tanto o descaso quanto o mau aproveitamento dos recursos públicos em pesquisas que desenvolvam o estado, são vilões que hão de se fazer presentes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">Se a Cepaer hoje, um orgão de pesquisa que clama por visibilidade e atenção, sofre pelo abandono, pequenos produtores e sociedade civil ainda estão longe de desfrutar dos benefícios que a plenitude das pesquisas científicas venham lhe proporcionar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;">É sobre esse quadro que se entende que governar não é construir estradas. Governar é construir pontes entre o conhecimento e o campo, entre o que se sabe e o que se aplica. Governar é construir cidadania.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Verdana;">Kaká Fenandez</span></h1>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa científica no Brasil, e especificamente em Mato Grosso do Sul já passou por diversas fases, do descaso total, da falta de investimento à pujança de resultados e aplicações. No caso da pesquisa rural no estado podemos destacar o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer Cepaer. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Antes o antigo orgão Empaer – depois Idaterra – era empresa pública. Os funcionários e pesquisadores podiam ser contratados sem a necessidade de concursos públicos, dessa maneira a diversidade e rapidez das pesquisas eram maiores. Com os diferentes governos estaduais, seus diversos enfrentamentos e com a desculpa de não haver mais funcionários contratados , apenas concursados nos diversos órgãos do estado, essa rapidez foi perdida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A Agraer, e mais especificamente a Cepaer passa hoje por dificuldades na continuidade de suas atividades. A falta de mão-de-obra braçal e de recursos torna cada vez mais dificultosas as pesquisas, que tem por objetivo ajudar na economia do estado através do crescimento do pequeno produtor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Com o lema “Governar é construir estradas”, o presidente Washington Luís, apesar de ridicularizado por seus contemporâneos, deixou um legado para as futuros governantes. Seguido à risca muitas vezes por vários governos, não por vontade de integrar as cercanias, mas por saber que estradas e ruas são um ótimo cabo eleitoreiro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Já para Ari Fialho, pesquisador da Cepar, com mestrado em Física dos Solos, com seu projeto de Manejo de Águas Pluviais, ou seja a conservação do solo e das águas, a história é outra. Com ênfase no manejo da água em vias rurais, tanto para conservar as estradas como para o final aproveitamento da água da chuva, Fialho desenvolve esse projeto há 15 anos, mas somente há cinco está conseguindo implantá-lo dentro do próprio órgão onde é lotado. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ari destaca que a dificuldade está na mudança da mentalidade de quem manda. Enquanto que construir vias belas nas regiões urbanas atrai votos, conservar as vias rurais e os recursos naturais, não. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Um exemplo dos prejuízos causados por essas mentalidades, são a escassez de água, por um lado e as enchentes em grandes centros urbanos, por outro, também já experimentada na Capital Morena há alguns anos. Em Nova York, esse problema foi sanado com uma solução inteligente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Uma bacia hidrográfica, cerca de 200km da cidade, serve hoje de fonte de abastecimento da região, sem que com isso se diminua a vazão de seus leitos ou a qualidade da água. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Para tanto governo e proprietários rurais de terrenos lindeiros – vizinhos &#8211; à bacia entraram em um acordo, no qual em troca de incentivos financeiros por parte do governos, os proprietários se utilizariam de forma sustentável da bacia, podendo ela assim servir de fonte de água para a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Big Apple</em>. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Fialho tenta há anos uma parceria com o governo para o aprimoramento dessa iniciativa aqui no estado. Em vão. Enquanto as diferenças políticas, os pretextos eleitoreiros e o descaso com os recursos naturais e hídricos forem adiante, não se pode vislumbrar iniciativas que saiam do campo da pesquisa para o campo do aproveitamento humano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Tanto o descaso quanto o mau aproveitamento dos recursos públicos em pesquisas que desenvolvam o estado, são vilões que hão de se fazer presentes. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Se a Cepaer hoje, um orgão de pesquisa que clama por visibilidade e atenção, sofre pelo abandono, pequenos produtores e sociedade civil ainda estão longe de desfrutar dos benefícios que a plenitude das pesquisas científicas venham lhe proporcionar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">É sobre esse quadro que se entende que governar não é construir estradas. Governar é construir pontes entre o conhecimento e o campo, entre o que se sabe e o que se aplica. Governar é construir cidadania.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
<div><span style="font-family: Verdana;"> </span></div>
<p><span style="font-family: Verdana;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;">Kaká Fenandez</span></h1>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A pesquisa científica no Brasil, e especificamente em Mato Grosso do Sul já passou por diversas fases, do descaso total, da falta de investimento à pujança de resultados e aplicações. No caso da pesquisa rural no estado podemos destacar o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer Cepaer. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Antes o antigo orgão Empaer – depois Idaterra – era empresa pública. Os funcionários e pesquisadores podiam ser contratados sem a necessidade de concursos públicos, dessa maneira a diversidade e rapidez das pesquisas eram maiores. Com os diferentes governos estaduais, seus diversos enfrentamentos e com a desculpa de não haver mais funcionários contratados , apenas concursados nos diversos órgãos do estado, essa rapidez foi perdida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A Agraer, e mais especificamente a Cepaer passa hoje por dificuldades na continuidade de suas atividades. A falta de mão-de-obra braçal e de recursos torna cada vez mais dificultosas as pesquisas, que tem por objetivo ajudar na economia do estado através do crescimento do pequeno produtor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Com o lema “Governar é construir estradas”, o presidente Washington Luís, apesar de ridicularizado por seus contemporâneos, deixou um legado para as futuros governantes. Seguido à risca muitas vezes por vários governos, não por vontade de integrar as cercanias, mas por saber que estradas e ruas são um ótimo cabo eleitoreiro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Já para Ari Fialho, pesquisador da Cepar, com mestrado em Física dos Solos, com seu projeto de Manejo de Águas Pluviais, ou seja a conservação do solo e das águas, a história é outra. Com ênfase no manejo da água em vias rurais, tanto para conservar as estradas como para o final aproveitamento da água da chuva, Fialho desenvolve esse projeto há 15 anos, mas somente há cinco está conseguindo implantá-lo dentro do próprio órgão onde é lotado. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ari destaca que a dificuldade está na mudança da mentalidade de quem manda. Enquanto que construir vias belas nas regiões urbanas atrai votos, conservar as vias rurais e os recursos naturais, não. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Um exemplo dos prejuízos causados por essas mentalidades, são a escassez de água, por um lado e as enchentes em grandes centros urbanos, por outro, também já experimentada na Capital Morena há alguns anos. Em Nova York, esse problema foi sanado com uma solução inteligente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Uma bacia hidrográfica, cerca de 200km da cidade, serve hoje de fonte de abastecimento da região, sem que com isso se diminua a vazão de seus leitos ou a qualidade da água. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Para tanto governo e proprietários rurais de terrenos lindeiros – vizinhos &#8211; à bacia entraram em um acordo, no qual em troca de incentivos financeiros por parte do governos, os proprietários se utilizariam de forma sustentável da bacia, podendo ela assim servir de fonte de água para a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Big Apple</em>. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Fialho tenta há anos uma parceria com o governo para o aprimoramento dessa iniciativa aqui no estado. Em vão. Enquanto as diferenças políticas, os pretextos eleitoreiros e o descaso com os recursos naturais e hídricos forem adiante, não se pode vislumbrar iniciativas que saiam do campo da pesquisa para o campo do aproveitamento humano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Tanto o descaso quanto o mau aproveitamento dos recursos públicos em pesquisas que desenvolvam o estado, são vilões que hão de se fazer presentes. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Se a Cepaer hoje, um orgão de pesquisa que clama por visibilidade e atenção, sofre pelo abandono, pequenos produtores e sociedade civil ainda estão longe de desfrutar dos benefícios que a plenitude das pesquisas científicas venham lhe proporcionar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">É sobre esse quadro que se entende que governar não é construir estradas. Governar é construir pontes entre o conhecimento e o campo, entre o que se sabe e o que se aplica. Governar é construir cidadania.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 8pt; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 12.0pt;">Fonte da Foto: http://satelite.cptec.inpe.br/PCD/img/mapa_MS.jpg</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma estrutura organizacional colocada a serviço da capacitação do homem do campo</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 00:27:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[
Vinícius Squinelo
A AGRAER está presente nos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, através de oito agências regionais, 66 agências municipais e quatro postos avançados. Além disso, na capital mantém o escritório central com estrutura voltada para a promoção da extensão rural, capacitação do homem do campo e desenvolvimento de pesquisas direcionadas à transformação da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;"><img class="aligncenter size-full wp-image-922" title="agraer" src="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/agraer.jpg" alt="agraer" width="128" height="96" /></span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;">Vinícius Squinelo</span></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A AGRAER está presente nos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, através de oito agências regionais, 66 agências municipais e quatro postos avançados. Além disso, na capital mantém o escritório central com estrutura voltada para a promoção da extensão rural, capacitação do homem do campo e desenvolvimento de pesquisas direcionadas à transformação da vida campesina em uma atividade lucrativa e prazerosa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">As instalações do CEPAER estão localizadas em uma área de 89 hectares, na região noroeste da cidade. Dispõe de alojamento para 28 pessoas, com dormitórios e instalações sanitárias adequadas. Cozinha industrial e refeitório para atender 54 pessoas. Tem, ainda, duas salas de múltiplo uso para 60 pessoas. Auditório com 90 lugares e sala de TV/vídeo servida por antena parabólica e aparelhagens que permitem<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>tele-conferências e comunicação em tempo real.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Conforme registros da AGRAER/CEPAER, os trabalhos desenvolvidos pelas equipes, durante o ano de 2008, atingiram 62.427 famílias, sendo 20.060 famílias de proprietários tradicionais, 25.131 famílias de trabalhadores assentados, mais 1.759 famílias beneficiadas com o crédito fundiário. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ainda participaram das atividades e treinamentos oferecidos pelo Centro de Pesquisas um total de 12.305 famílias indígenas, 2.112 famílias de pescadores profissionais artesanais (aqueles que não usam apetrechos de captura de peixes em grande escala). Também foram atendidas 558 famílias quilombolas e 502 famílias de trabalhadores rurais que foram retirados de áreas marginais de hidrelétricas e reassentados em outras terras. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A estrutura funcional da AGRAER/CEPAER conta com a colaboração de um total 480 funcionários, sendo que, destes, 94 estão voltados para prestação de serviços de extensão rural, treinamento e capacitação das pessoas que vivem e trabalham no campo. Durante o ano passado foram realizados 600 eventos de capacitação, 130 excursões técnicas e dez dias do campo. </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma nova visão da pesquisa rural</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 00:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Interdisciplinar]]></category>
		<category><![CDATA[Multidisciplinar]]></category>
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		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Inovações começam a mudar o trabalho científico no campo em Mato Grosso do Sul




Vinícius Squinelo
 A pesquisa Rural em Mato Grosso do Sul, em sua grande maioria, é realizada de forma tradicional, baseada nos trabalhos em laboratório ou, em poucas vezes, no campo junto com o produtor. Essa visão conservadora da pesquisa acaba por acarretar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; background: white none repeat scroll 0% 0%; text-align: left;"><em><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;">Inovações começam a mudar o trabalho científico no campo em Mato Grosso do Sul</span></span></em></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">
<p><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/fazenda.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1515" title="fazenda" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/08/fazenda.jpg" alt="Foto aérea de uma fazenda" width="400" height="277" /></a></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;">Vinícius Squinelo</span></strong></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;"> </span></strong><span style="color: black; font-family: Verdana;">A pesquisa Rural em Mato Grosso do Sul, em sua grande maioria, é realizada de forma tradicional, baseada nos trabalhos em laboratório ou, em poucas vezes, no campo junto com o produtor. Essa visão conservadora da pesquisa acaba por acarretar diversos problemas para o rendimento, principalmente social, dos trabalhos em desenvolvimento.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana;">Tércio Fehlauer, mestre em Agrossistema, comenta sobre esses problemas: “Existe imposição de meios técnicos na pesquisa, não há diversidade na visão de trabalho. Deveríamos levar mais em conta a realidade dos produtores”. </span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">A falta de contato com as sociedades locais é muito grande. Na Cepaer – órgão responsável no Estado pela pesquisa rural – só existe uma pesquisa de modelo participativo (que busca exatamente esse contato local). </span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana;">Tércio, que participa desse projeto participativo, com o processamento do baru na região de Anastácio sob coordenação do pesquisador Arceley Bambil, complementa que “essa falta de contato com a realidade local é ruim para a sustentabilidade das pequenas sociedades”.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Melhoria de vida</span></span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Essa nova visão, voltada para o local, não busca somente o desenvolvimento sustentável, mas também resultados mais imediatos. O objetivo final é a melhoria na qualidade de vida do produtor e sua família. </span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">O pesquisador Antonio Morcelli, funcionário da Cepaer diz que “Temos que fazer o pequeno produtor realmente ter uma melhora e quando falo isso, falo de forma financeira mesmo. Ele tem que sentir no bolso o benefício provindo de nossas pesquisas”.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Segundo Tércio Fehlauer, o modelo de pesquisa atualmente praticado é muito tradicional, muito voltado para a produção tecnológica. “Isto precisa mudar e respeitar as sociedades locais, é o que temos que fazer”, tese que em seu mestrado teve grande ênfase em antropologia.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Fonte da foto: http://saudavel.blogs.sapo.pt/arquivo/rural-1-thumb.jpg</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Perspectivas para a pesquisa rural de Mato Grosso do Sul</title>
		<link>http://www.cienciaenoticia.com.br/geral/ciencias-agrarias/908/perspectivas-para-a-pesquisa-rural-de-mato-grosso-do-sul</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 00:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Baru]]></category>
		<category><![CDATA[Cepaer]]></category>
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		<description><![CDATA[Profissionais da área relatam dificuldades da pesquisa rural no Estado





 

Renan Kubota e Vinícius Squinelo
 Na saída para Rochedo, Rodovia MS 80 km 10, encontra-se o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer (Cepaer). Com uma grande sede, que conta com refeitório e um hotel de trânsito, a Cepaer é o órgão público estadual com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em>Profissionais da área relatam dificuldades da pesquisa rural no Estado</em></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em><br />
</em></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><em><span style="color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;"><img class="aligncenter size-full wp-image-916" title="cepaerss" src="http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/cepaerss.jpg" alt="cepaerss" width="160" height="120" /></span></em></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><em><span style="color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;"><br />
</span></em></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><em> </em></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;">Renan Kubota e Vinícius Squinelo</span></strong></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><em><span style="color: black; font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 14.0pt;"> </span></em><span style="color: black; font-family: Verdana;">Na saída para Rochedo, Rodovia MS 80 km 10, encontra-se o Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer (Cepaer). Com uma grande sede, que conta com refeitório e um hotel de trânsito, a Cepaer é o órgão público estadual com a responsabilidade de desenvolver novas tecnologias e culturas para o meio rural e, posteriormente, auxiliar os produtores de Mato Grosso do Sul no uso desses novos meios.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"> A Cepaer, aprovada e regulamentada pelo Decreto Estadual nº 12.312 de 11 de maio de 2007, é um dos órgãos de Gerência Executiva da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Diferentemente da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – a Cepaer tem como finalidade um trabalho mais voltado para o pequeno produtor, para a agricultura familiar e para culturas locais. O pesquisador do Centro, Tércio Fehlauer relata que a Cepaer “busca maior contato com o produtor, com suas sociedades, procurando integrar mais o pesquisador com o produtor local”. </span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 36pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana;">Tércio é mestre em Agrossistema pela Universidade Federal de Santa Catarina, e mantém um projeto com os índios Terena e <span class="ecapple-style-span">Kadiwéu</span>, na região da Serra da Bodoquena, que busca o aproveitamento dos frutos locais para alimentação da própria comunidade.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: black; font-family: Verdana;">Dificuldades</span></strong></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana;">Apesar de toda estrutura da Cepaer em Campo Grande, os pesquisadores encontram diversos obstáculos para agilizar seus trabalhos, já por natureza muito demorados (alguns projetos chegam a durar mais de quinze anos). “Falta muita mão-de- obra braçal para ajudar a gente aqui no centro. Existe ausência de profissionais para trabalharem a terra, usar o maquinário; arar, colher”, relata o pesquisador Antonio Ayrton Morcelli, ao relatar a ausência de serviços necessários para dar suporte às pesquisas.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"> “O espaço aqui no centro é grande, mas falta gente para trabalhar a terra”, comenta Morcelli. Fato comprovado por outro funcionário do Centro, Ari Fialho Ardenghi, mestre em física de solo, que afirma: “mão de obra no mercado sempre tem, o que falta mesmo é dinheiro para contratar essa mão-de-obra”.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana;">E o problema de como arrecadar verbas para os projetos é grande. A maioria do dinheiro provém do Governo Federal e seus ministérios. O projeto do pesquisador Tércio Fehlauer é financiado pelo CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e pelo MMA – Ministério do Meio Ambiente.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Baru</span></span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana;">Outro projeto desenvolvido por um pesquisador da Cepaer, Arceley Lopes Bambil, é referente ao processamento do baru (árvore da família das leguminosas), que também recebe verbas federais, através do CNPQ e do MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">O problema relatado por Arceley é a relação Pesquisador – Extensionista Rural (profissional responsável por dar apoio técnico e ajudar o produtor, demonstrando inovações e formas diferenciadas de trabalho) no Estado. “É muito complicada essa relação. Os extensionistas aqui em Mato Grosso do Sul ainda não possuem um preparo suficiente para nos ajudar mais e essa é uma das maiores dificuldades da pesquisa”.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: black; font-family: Verdana;">Tércio Fehlauer enfatiza a “dificuldade das Instituições, sejam elas a própria Cepaer ou outras – como as universidades, em levar em conta particularidades de sociedades locais”, fato que muitas vezes entrava o andamento dos projetos. “Não existem pesquisas locais. Os órgãos aplicam as mesmas técnicas de trabalho tanto em uma aldeia Kadwéu como em um assentamento”.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Antonio Morcelli aponta ainda a resistência de produtores tradicionais com a ação dos pesquisadores. “Muitas vezes a gente não consegue trabalhar com o produtor, às vezes ele resiste muito à implantação de novas tecnologias e formas de trabalho”, conclui.</span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="color: black; font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Foto: Cátia Braga</span></span></p>
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