<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ciência e Notícia &#187; sexualidade</title>
	<atom:link href="http://www.cienciaenoticia.com.br/marcadores/sexualidade/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.cienciaenoticia.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 27 Oct 2011 16:13:30 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Hormônios à flor da pele</title>
		<link>http://www.cienciaenoticia.com.br/geral/ciencias-humanas/1096/hormonios-a-flor-da-pele</link>
		<comments>http://www.cienciaenoticia.com.br/geral/ciencias-humanas/1096/hormonios-a-flor-da-pele#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 07:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ensaio.cienciaenoticia.com.br/?p=1096</guid>
		<description><![CDATA[O debate sobre responsabilidade que chega com a iniciação sexual na adolescência

 Maurício Nascimento
O corpo em constante mudança, novos interesses, novas conversas, novas vontades. A adolescência está começando cada vez mais cedo e os jovens iniciam sua vida sexual cada vez mais precocemente, mas será que a idade é uma grande limitação para o sexo?
Seguir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O debate sobre responsabilidade que chega com a iniciação sexual na adolescência</em></p>
<p><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/11/namorados.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1485" title="namorados" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/11/namorados.jpg" alt="Casal de namorados se beijando" width="167" height="200" /></a></p>
<p><strong> Maurício Nascimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O corpo em constante mudança, novos interesses, novas conversas, novas vontades. A adolescência está começando cada vez mais cedo e os jovens iniciam sua vida sexual cada vez mais precocemente, mas será que a idade é uma grande limitação para o sexo?</p>
<p style="text-align: justify;">Seguir os valores herdados da família, ou assumir o comportamento adotado pelo seu grupo? Essa, segundo a professora do Departamento de Psicologia da Unesp de Bauru Ana Cláudia Bortolozzi Maia, é uma dúvida muito recorrente entre os jovens.</p>
<p style="text-align: justify;">Ana Cláudia ressalta que para se sentirem inseridos no grupo, os jovens adotam comportamentos, como consumir bebidas alcoólicas e drogas ou assumir determinadas posturas, sem estarem de fato conscientes dessas atitudes e, portanto, preparados para as possíveis consequências dessas escolhas. “É preciso refletir sempre os porquês das nossas atitudes, especialmente quando elas exigem responsabilidades pessoais e sociais” afirma a professora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mãe precoce</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A auxiliar de escritório Roseane Barros, hoje aos 24 anos, conta que não foi fácil ter um filho com 16 anos. “A família me pressionou, meu namorado nem queria saber, as pessoas ficavam me julgando e eu tive que sair da escola por um tempo. Minha vida mudou totalmente e eu não estava nem um pouco preparada para tudo isso”.</p>
<p style="text-align: justify;">Roseane conta que conhecia os métodos de prevenção, mas achava que não engravidaria tão fácil. “Hoje eu não repetiria o descuido, mais por medo de alguma doença do que pela gravidez, pois apesar da dificuldade de criar um filho sozinha, ele é tudo para mim”, assume.</p>
<p style="text-align: justify;">Os adolescentes que não quiseram se identificar na entrevista e vão ser chamados pelos nomes fictícios de Pedro e Carla, ambos tem 13 anos e namoram há 2 meses. O casal conta que ainda não teve um relacionamento sexual porque ainda acham pouco o tempo de namoro.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, Pedro assume que já teve a primeira relação aos 12 anos “com uma namoradinha”, e também confessa que não usou preservativo &#8211; “Não deu tempo, tudo aconteceu muito rápido, eu não tinha camisinha na hora e na empolgação nem pensei em parar”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Números contraditórios</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O levantamento &#8220;Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira&#8221; do Ministério da Saúde divulgado dia 18 de junho, revelou alguns números contraditórios.</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme a pesquisa, na primeira relação sexual de sua vida, os homens se preocupam mais em usar a camisinha do que as mulheres. Por outro lado, os meninos agem como Pedro, até se lembram da camisinha, mas na hora da empolgação ignoram a idéia, pois o uso do preservativo vem caindo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dados colhidos em setembro de 2008 a partir de respostas de 8.000 pessoas de todas as regiões do país da faixa etária entre 15 e 64 anos em comparação com um estudo parecido feito em 2004 revelam que o número de jovens que relatam ter feito sexo com 15 anos ou menos subiu de 25,2% para 27,7% e nesta faixa de idade dos 15 aos 24 anos, apenas 30,7% disseram usar preservativos em todas as relações com parceiros fixos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Falar de sexo ou sexualidade? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Campanhas tentam fazer o papel de conscientização dos jovens. Muito se fala em doenças e gravidez precoce, mas será que o tema sexo na adolescência se resume a isso?</p>
<p style="text-align: justify;">A jovem Carla disse que já conversou com o namorado sobre sexo e afirma conhecer os métodos de prevenção. Acha que os casos de gravidez precoce são problemas de descuido e imprudência dos próprios jovens, pois as fontes de informação são abundantes.</p>
<p style="text-align: justify;">“Temos aulas e palestras na escola, os meios de comunicação vivem falando sobre camisinha e outras coisas, e qualquer dúvida temos um monte de sites da Internet para pesquisar” argumenta Carla.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gravidez</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Camila Soares Barros Silva é Mestre em Psicologia Clínica pela USP e já trabalhou como articuladora da Casa da Juventude do Instituto Brasileiro de Inovações pró-Sociedade Saudável Centro-Oeste (IBISS/CO). Para ela fala-se muito de sexo na mídia, e não de sexualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Camila destaca que, “Há uma preocupação com a gravidez, com as doenças sexualmente transmissíveis, porém há pouca preocupação com a formação das pessoas”. Dão pouca importância à sua sexualidade e a do outro. Isso favoreceria uma vivência das questões de gênero, de identidade sexual, papéis e da própria relação em muitos momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A psicóloga explica que sexo e sexualidade são coisas totalmente diferentes. Sexo é biológico, está relacionado a uma função do organismo humano, aos órgãos sexuais e à relação sexual em si.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a sexualidade está relacionada com intimidade, sentimentos, valores, conceitos e condutas que falam do nosso modo de vida. A sexualidade faz parte da personalidade de todos e está ligada ao movimento humano de busca de prazer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conflitos anunciados</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Camila Soares lamenta que “Infelizmente, ainda hoje as pessoas tratam da sexualidade como se ela dissesse respeito apenas ao ato sexual. Nesse sentido, acredito que a mídia, os pais e a escola ainda tem muito que avançar”.</p>
<p style="text-align: justify;">A psicóloga Camila diz que a adolescência é uma fase de (re)visitação dos conflitos familiares vividos na infância, é um momento de construção de identidade, de busca de pertencimento nos grupos sociais, uma fase de reconhecimento do corpo, da possibilidade de interação com o corpo do outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ela, “Ninguém está preparado para ser pai/mãe nesta fase. Engravidar é tornar mais crítica, digamos assim, a condição do sujeito vivenciar e administrar tudo isso”.</p>
<p style="text-align: justify;">A grande questão não é estar ou não pronto para o sexo, é ter consciência da responsabilidade que ele acarreta. O desafio ainda é encarar a sexualidade como algo comum de todo ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte da Foto: http://www.blogmail.com.br/fotos/2008/12/namoro-e-sexo-na-adolescencia.jpg<strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cienciaenoticia.com.br/geral/ciencias-humanas/1096/hormonios-a-flor-da-pele/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

