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	<title>Ciência e Notícia &#187; Tratamento de água</title>
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		<title>Luz solar pode ser alternativa para tratamento da água</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 07:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Greicy Mara</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tratamento de água]]></category>
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		<description><![CDATA[Técnica desenvolvida na Europa beneficia moradores de regiões que não recebem água tratada

Bruno Grubertt 
O mais abrangente dentre os serviços de saneamento básico do País, a rede de distribuição de água atinge 63,9% do número total de domicílios brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), do Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>Técnica desenvolvida na Europa beneficia moradores de regiões que não recebem água tratada</em></p>
<p><a href="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/11/Luz-Solar.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1479" title="Luz Solar" src="http://www.cienciaenoticia.com.br/upfiles/2009/11/Luz-Solar.jpg" alt="Luz solar mata microorganismos, tratando a água" width="197" height="220" /></a></p>
<p><strong><em>Bruno Grubertt </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O mais abrangente dentre os serviços de saneamento básico do País, a rede de distribuição de água atinge 63,9% do número total de domicílios brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), do Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos 116 municípios que não contam com qualquer rede distribuidora de água, foram encontradas como principais alternativas para o abastecimento das populações, a utilização de poços particulares e abastecimento por caminhões pipas, bem como utilização direta de cursos de água.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o Professor Felipe Dias, especialista em recursos hídricos da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande conta com pouco mais de 80% de domicílios abastecidos com água proveniente da rede convencional. As residências restantes optam pelo abastecimento através de poços. Para Dias, a água dos poços de Campo Grande é própria para o consumo. “Água que sai do poço é limpa, é de boa qualidade. O problema é a distribuição na própria residência”. Segundo o professor, a contaminação desta água acontece na distribuição feita nos encanamentos internos das casas.</p>
<p style="text-align: justify;">A solução, segundo ele, seria fazer uma análise da água do poço e, posteriormente, da torneira, para verificar se há contaminação nos canos de distribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">Agnaldo José de Souza, de 36 anos, mora no residencial São Caetano, região Norte de Campo Grande. Sua casa não conta com a rede regular de abastecimento de água, e sim com poço artesiano. A água é distribuída sem tratamento em tubulações de borracha (mangueiras).</p>
<p><strong>Desinfecção</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma solução encontrada por Souza foi aplicar a técnica da Sodis – desinfecção solar da água, desenvolvida na Indonésia e, atualmente, pesquisada pelo Departamento de água e saneamento para países em desenvolvimento do Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática (EAWAG).</p>
<p style="text-align: justify;">A técnica consiste na utilização da energia solar para a destruição de microorganismos patogênicos. De acordo com o manual do Instituto, os microorganismos são vulneráveis a dois efeitos da luz solar &#8211; a radiação do espectro de luz UV-A e o calor.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2002, o EAWAG publicou um manual em sete idiomas para incentivar divulgadores de vários países a difundirem a técnica da Sodis, como uma alternativa para o tratamento de água com características físicas próprias para o consumo, mas com procedência sanitária duvidosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há registros de quando a técnica começou a ser desenvolvida no Brasil, porém, sabe-se que o trabalho de divulgadores da Sodis no Nordeste do país começou a chamar a atenção da mídia, que divulgou o sistema.</p>
<p style="text-align: justify;">A técnica pode ser utilizada como alternativa nas regiões em que não existe tratamento e redes de distribuição de água. A Sodis pode reduzir casos de diarréias infecciosas e até a cólera.</p>
<p><strong>Purificação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Eu vi na televisão e então resolvi fazer”, afirma Agnaldo. Na casa dele, toda a água consumida pela família passa pela Sodis antes de ir à geladeira. “A água daqui é limpa, mas é bom ter outra ferramenta, né?” afirmou o morador. Ele não tem um filtro, por exemplo, para melhorar a qualidade da água consumida pela família. Na casa moram quatro pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">O morador ainda afirma que sua família “nunca teve problemas de saúde por causa da água”, mas que é sempre necessário buscar o consumo de água tratada para evitar doenças. De acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), 6,8% de crianças entre 0 e 5 anos morrem por conta de diarréias agudas no Brasil. O índice pode estar relacionado ao consumo de água contaminada, já que 17,4% das crianças e adolescentes vivem sem abastecimento de água interna no domicílio.</p>
<p style="text-align: justify;">No estado do Ceará um experimento foi realizado com a Sodis para verificar a viabilidade da técnica em comunidades cuja água consumida não passava por nenhum tipo de tratamento convencional. O trabalho consiste em se analisar quimicamente a ação da luz solar na redução de bactérias e coliformes fecais, além de verificar as condições socioeconômicas e saneamento da região. O trabalhos mostra ainda a eficácia do método e aceitação por grande parte das quatro comunidades estudadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto avaliado através de entrevistas foi se seria dada continuidade à Sodis após a pesquisa. A aceitação foi grande: 77% em Camurim, 79% em Nova Esperança e 84% na Prainha do Canto Verde.</p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados foram publicados na tese do mestre em Engenharia Civil, Márcio Pessoa Boto, da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pode ser lida na íntegra <a title="aqui" href="http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=267"><strong>aqui</strong></a>.</p>
<p><strong>Entenda o funcionamento da Sodis</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Encha a garrafa limpa com aproximadamente três quartos de água, tampe e mexa com força por uns 20 segundos. Isto assegura que haja bastante ar na água, a qual reage com o sol e ajuda o processo de purificação. Depois, encha a garrafa completamente e deixe-a deitada de lado, num lugar onde ela receba luz direta do sol durante várias horas e onde o vento não a arrefeça. Um telhado é o ideal, se este for feito de chapas de metal, telhas ou concreto.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante não usar garrafas de vidro, pois elas não permitem a entrada suficiente de luz do sol na água. As garrafas de plástico possuem paredes muito finas, que permitem que a luz chegue até a água. A água turva deve ser deixada parada, para que as impurezas se depositem e, então filtrada com um pano ou um filtro de areia, se ainda estiver turva.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixe as garrafas ao sol durante, pelo menos, seis horas, onde elas devem ficar quentes ao toque. Depois, leve as garrafas para dentro, para que arrefeçam e estejam prontas para serem usadas. Se o tempo estiver nublado, as garrafas devem ser deixadas no telhado durante até dois dias, dependendo da quantidade de nuvens.</p>
<p style="text-align: justify;">O método Sodis é fácil de se usar e não muda o gosto da água. Nada precisa ser medido e a água pode ser mantida na mesma garrafa antes de ser bebida, reduzindo o risco de contaminação durante o armazenamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Para aumentar a temperatura da água (o que pode ser muito útil durante a estação das chuvas ou em climas mais frios) um dos lados da garrafa pode ser pintado de preto. A garrafa é deitada com o lado pintado para baixo, o que ajuda a temperatura da água a subir mais rapidamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente haverá poucos problemas, a não ser que se utilize água realmente suja, garrafas sujas, ou deixem-se as garrafas na sombra ou em locais onde o vento as esfrie.</p>
<p>Mais informações sobre a Sodis podem ser obtidas no site <a href="http://www.sodis.ch/">http://www.sodis.ch/</a> .</p>
<p>Fonte da Foto: http://1.bp.blogspot.com/_IiD6MYixRNM/Spg7GqJQNAI/AAAAAAAABuo/xvgxi1a9i_k/s320/SunandBottle.jpg</p>
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